Brasil
23/04/2008 - 22h17

Policiais Federais dizem viver "inferno em Roraima"

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JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha

Um documento divulgado pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) critica a Operação Upatakon 3, que previa a retirada da população não-índia da terra indígena Raposa/Serra do Sol (RR) e foi suspensa por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Mesmo com a suspensão pelo STF, um contingente de agentes federais de outros Estados permanece em Roraima, para cuidar da "segurança interna" da Raposa/Serra do Sol.

"Enquanto os índios e os arrozeiros se estranham e o governo e o STF não se entendem, os policiais sofrem com a falta de planejamento e infra-estrutura básica para suportar o trabalho na região", diz a nota divulgada no site da entidade, intitulada "Policiais vivem inferno em Roraima".

A Fenapef aponta que, entre as precariedades encontradas, há ausência de alojamentos adequados para os policiais federais. Segundo a Fenapef, 12 policiais federais chegaram a ser hospitalizados em razão de intoxicação alimentar provocada por alimentos consumidos no interior da terra indígena.

"Uma das armas não letais que deveria ser usada nesta operação está vencida. O spray de pimenta foi comprado em 2004 e venceu em dezembro de 2007", diz a Fenapef.

O diretor de relações do trabalho da Fenapef, Francisco Sabino, que esteve no interior da terra indígena no último final de semana, diz que "a insatisfação é geral" entre os agentes federais naquela região.

"Pelos policiais, como eles estão sendo tratados naquela área, eles iriam embora no mesmo dia. Mas temos uma ordem de missão", afirmou ele. A federação engloba 27 sindicatos de policiais federais do país, segundo sua assessoria.

Outro lado

O Departamento de Polícia Federal, por meio da assessoria de comunicação em Brasília, disse que não comentaria as afirmações da Fenapef, mas informou que "as condições proporcionadas aos policiais são as condições normais de uma operação em área inóspita".

Ainda de acordo com a assessoria da PF, foram localizados sprays vencidos, já recolhidos.

No final de março, agentes federais começaram a chegar a Roraima para dar início à Operação Upatakon 3. A operação seria para a retirada de habitantes não-índios da terra indígena Raposa/Serra do Sol, principalmente arrozeiros.

Após o governo do Estado entrar com uma ação cautelar no STF e conseguir uma liminar, a operação foi suspensa.

Ao menos cerca de 150 agentes federais foram deslocados para Roraima. Homens da Força Nacional de Segurança também foram deslocados para a operação.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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