Casa Civil prorroga sindicância que investiga vazamento de informações de dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Casa Civil decidiu prorrogar por mais um mês a sindicância interna que investiga o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e sua equipe. Inicialmente, a Casa Civil pretendia encerrar a sindicância em 30 dias --25 de abril--, mas decidiu estender as investigações até 26 de maio.
O ato de criação da sindicância prevê apenas uma prorrogação por 30 dias. Por este motivo, as investigações terão que ser concluídas obrigatoriamente até o final de maio. Além da sindicância instaurada na Casa Civil, a Polícia Federal também investiga o vazamento de informações que deu origem ao dossiê.
O governo argumenta que montou um 'banco de dados' com informações da gestão FHC, mas nega a confecção de um dossiê que seria utilizado como instrumento político contra os tucanos. Reportagem da Folha atribuiu à secretária-executiva da pasta, Erenice Alves Guerra, a ordem para a criação do suposto dossiê.
De acordo com a reportagem da Folha, o banco de dados montado a pedido de Erenice é paralelo ao Suprim (sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo). Com 13 páginas, o documento registra detalhes, fora da ordem cronológica, de diversos gastos, com ênfase nos feitos pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso e naqueles que envolvem bebidas e itens como lixas de unha.
Depoimento
A oposição insiste que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) explique no Congresso Nacional o vazamento das informações. O PSDB conseguiu aprovar requerimento de convocação para que Dilma fale sobre o dossiê na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, mas os governistas vão recorrer contra a aprovação do texto.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), argumenta que o dossiê não é tema da comissão --por isso Dilma não poderia abordar o assunto em seu depoimento. A ministra já confirmou para a próxima quarta-feira (30) o seu depoimento à comissão, aprovado em outro requerimento da oposição, mas com o objetivo de ouvi-la sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), trabalha para adiar o depoimento de Dilma para o dia 7 de maio. Com o feriado de 1º de maio, o senador teme que o Congresso esteja esvaziado para o depoimento da ministra.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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