Acordo entre governo e oposição adia depoimento de Dilma para 7 de maio
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para falar sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi adiado para o dia 7 de maio. A oitiva estava marcada para a próxima quarta-feira (30).
O adiamento foi acordado entre o presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Com o feriado de 1º de maio, os senadores temiam que o Congresso esteja esvaziado para o depoimento da ministra.
Apesar de Dilma ter sido convocada para falar exclusivamente sobre o PAC, a oposição deve aproveitar a ida da ministra à comissão para questioná-la sobre o dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os governistas argumentam que a comissão não tem poderes para ouvir Dilma sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê --uma vez que o tema da comissão é infra-estrutura.
CCJ
Ontem, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado adiou a votação de mais um requerimento de convocação de Dilma para explicar o dossiê com gastos de FHC com cartões corporativos. Com a ausência do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) --que está em viagem oficial do Senado nos Estados Unidos--, a comissão decidiu deixar a votação para o início de maio, quando voltará a ter reuniões deliberativas.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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