Brasil
25/04/2008 - 08h52

Marta vê situação delicada para Alckmin após apoio de Quércia a Kassab

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RANIER BRAGON
da Folha de S. Paulo em Brasília

Um dia depois de perder para Gilberto Kassab (DEM) o apoio do PMDB na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o PT paulista se reuniu em peso com a ministra Marta Suplicy (Turismo), em Brasília, e tentou transferir para o tucano Geraldo Alckmin o título de principal derrotado no episódio.

"Acho que o governador Alckmin ficou em situação mais desfavorável, em uma situação bastante delicada, eu diria, já que seu próprio partido articula em direção contrária a ele", disse a ministra ontem, em alusão à movimentação de bastidor do governador de São Paulo José Serra (PSDB) para levar o PMDB a apoiar a candidatura do prefeito paulistano.

Serra lidera a corrente tucana que tenta fazer Alckmin desistir de sua pré-candidatura em prol de Kassab, vencedor da queda-de-braço com o PT pelo apoio do ex-governador Orestes Quércia, que controla o PMDB em São Paulo.

Com a presença dos dois senadores paulistas do PT (Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante), 8 dos 14 deputados federais, mais da metade dos deputados estaduais e todos os 12 vereadores do partido em São Paulo, o encontro com Marta Suplicy chegou a uma avaliação de consenso, segundo relato dos participantes: Serra entrou abertamente na disputa em prol de Kassab.

Se por um lado o PT perde tempo de TV que o apoio do PMDB lhe traria (4min30s, sendo que o PT tem 4min), por outro a aliança Quércia-Kassab, trabalhada por Serra, desidrata a candidatura Alckmin.

"É o racha definitivo no PSDB, é uma paulada no Alckmin. Seria a mesma coisa que o presidente Lula articular contra a Marta", afirmou o vereador José Américo, presidente do PT paulistano.

Um dos principais aliados de Alckmin, o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) rebate. 'Na nossa avaliação, quem se enfraqueceu foi a Marta, que é a concorrente principal. Ela, com o horário de TV do PMDB, teria a candidatura muito fortalecida', disse.

Transporte

Oficialmente, a ida dos petistas ao encontro de Marta serviu como apelo para que ela assuma aquilo que, nos bastidores, todos dão como certo: a sua pré-candidatura a mais um mandato em São Paulo -Marta foi prefeita entre 2001 e 2004.

"Foi muito forte o apelo, de todo o partido no Estado de São Paulo, e isso me tocou profundamente, o que me deixa em uma situação dificílima e muito propensa a aceitar", afirmou a ministra, que ontem já adotou, espontaneamente, o discurso preliminar de campanha ventilado há semanas por seus aliados nos bastidores: o trânsito em São Paulo. "Vemos que a população de São Paulo passa por uma situação de caos".

Pela legislação eleitoral, Marta tem até 5 de junho para deixar o cargo de ministra, mas aliados afirmam que ela fará o anúncio oficial já nas próximas semanas.

"Tenho absoluta certeza de que ela dirá sim. A Marta é a nossa candidata, a escolha do PT já foi feita", disse o senador Aloizio Mercadante, que também vocalizou uma das estratégias discutidas ontem a portas fechadas: a de pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ajudar o PT a fechar alianças com os três partidos do chamado bloquinho (PC do B, PSB e PDT), todos eles ameaçando lançar candidatos próprios.

"É importante que o presidente tenha um olhar especial para a cidade de São Paulo", afirmou Mercadante.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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