Estudantes da Unifesp adiam plebiscito e movimento perde força
colaboração para a Folha Online
Os alunos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) adiaram pela terceira vez, nesta sexta-feira, a realização de um plebiscito para pedir a saída do reitor Ulysses Fagundes Neto. O reitor é acusado de gastar R$ 12 mil em viagens internacionais, nos últimos dois anos, com cartão corporativo.
O coordenador do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Tiago Cherbo, 23, admitiu que o plebiscito foi adiado porque os alunos consideraram que não houve divulgação suficiente.
Os estudantes realizaram assembléia e aprovaram três questões. A primeira, segundo Cherbo, foi a manutenção do pedido de renúncia do reitor. Os alunos também aprovaram indicativos de greve e de ocupação da reitoria. Na prática, isso significa que uma assembléia pode votar pela greve ou pela ocupação em um momento que considere oportuno.
Cherbo disse que o DCE ainda não marcou data para novas assembléias nem para a realização definitiva do plebiscito.
Os professores e os funcionários da Unifesp já aprovaram em assembléia a permanência do reitor. Na quarta-feira, 165 professores foram contrários à proposta de afastamento e cinco foram favoráveis. Houve 13 abstenções.
A assembléia dos docentes foi realizada pela Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp) e reuniu cerca de 200 pessoas, segundo o diretor de imprensa da associação, Francisco Lacaz.
Na quinta-feira, foi a vez dos funcionários rejeitarem a saída de Fagundes Neto. De acordo com a assessoria da Unifesp, 85 funcionários votaram pela permanência do reitor, enquanto 20 pediram seu afastamento temporário e três servidores se abstiveram.
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