Procuradoria da Justiça Militar cobra do governo informações sobre guerrilha do Araguaia
da Folha Online
A Procuradoria-Geral da Justiça Militar cobrou nesta segunda-feira dos ministros Nelson Jobim (Defesa), Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil) as providências tomadas pelo governo sobre o desaparecimento de documentos secretos da guerrilha do Araguaia (sul e sudeste do Pará, norte do Tocantins e sul do Maranhão) entre 1964 e 1985.
A decisão da Procuradoria foi tomada durante análise da representação protocolada em março pelo Conselho Superior da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). No documento, a OAB pede a instalação de um inquérito policial para investigar e julgar as responsabilidades de militares envolvidos na destruição e extravio de documentos oficiais referentes à guerrilha.
O pedido de informações aos ministros foi encaminhado pela procuradora-geral da Justiça Militar, Maria Ester Henrique Tavares. Em ofício encaminhado ao presidente da nacional da OAB, Cezar Britto, a procuradora afirma que não há indícios de quem, quando, onde e como a destruição dos documentos ocorreu. Por isso, solicitou informações aos ministros.
De Jobim, a procuradora quer esclarecimentos a respeito da abertura de qualquer procedimento investigatório no Ministério da Defesa com foco no desaparecimento dos documentos. De Dilma, a procuradora quer saber quais foram as providências até então tomadas, uma vez que foi a ministra quem recebeu oficialmente a informação de que todos os documentos dos serviços de inteligência das Forças Armadas, do período de 1964 a 1985, foram destruídos.
Com relação a Tarso, a procuradora solicitou esclarecimentos sobre as providências adotadas e sobre o andamento dos trabalhos da comissão interministerial criada para investigar o destino dos desaparecidos na guerrilha do Araguaia.
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Em nossa constituição temos: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE , nos termos desta Constituição.". Cadê os plebiscitos, referendos, ações civil e outros instrumentos para o povo exercer seu poder. Cite um governador, prefeito, senador, deputado, vereador que tenha perdido seu cargo pelo poder do POVO, e sabemos que maus políticos e corruptos não faltam. Nas grandes questões nacionais ou nas pequenas municipais existem "pseudas-audiências públicas" para debater os assuntos. Estas parecem mais uma licitação na modalidade de convite onde poucos são convocados para participar e por vezes alguma ONG com objetivos escusos.
Nestes quase vinte anos de "democracia" quantos plebiscito e referendo tivemos?(no singular mesmo).
Por que sou obrigado a ir as urnas? Por que não temos o voto facultativo?
"Todo poder emana do povo".
É piada.
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