Brasil
28/04/2008 - 20h30

Com habeas corpus, diretora da Gautama evita perguntas de deputados de Alagoas

SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha

A diretora-financeira da construtora Gautama, Maria de Fátima Palmeira, prestou depoimento hoje em Maceió, onde mora, mas não respondeu a nenhuma pergunta feita pelos deputados.

"Ela conseguiu um habeas corpus para não falar, não ser presa e não sofrer nenhum tipo de constrangimento," disse o deputado Cabo Patrício (PT), que esteve em Maceió com os deputados Bispo Renato Andrade (PR) e Brunelli Júnior (DEM) especialmente para o depoimento.

A CPI da Gautama investiga possíveis irregularidades no pagamento de R$ 3,5 milhões pelo governo do Distrito Federal à construtora para a construção de barragens.

Maria de Fátima é investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura um suposto esquema de desvio de dinheiro da União, liderado pela Gautama, destinado a obras de infra-estrutura liderado pela Gautama. A diretora nega a acusação.

Para o deputado Cabo Patrício, apesar de a diretora da Gautama não ter respondido às perguntas, já há indícios suficientes da participação dela no suposto esquema com base na documentação apreendida pela PF e pela quebra do sigilo bancário dela. De acordo com ele, a comissão deverá pedir ao Ministério Público o indiciamento de Maria de Fátima.

"A CPI tem mais dois meses de investigação, e no término vamos encaminhar o relatório ao Ministério Público para que ela seja indiciada. Ela se recusou a falar porque não tem como justificar os R$ 3,5 milhões que foram desviados do Distrito Federal", disse o deputado.

O advogado de Maria de Fátima, Fábio Ferrário, disse que o silêncio, neste momento, foi uma opção da defesa e que, independentemente do habeas corpus, ela tinha o direito de não falar.
Para Ferrário, a afirmação sobre um possível pedido de indiciamento pela CPI é "precoce". A CPI da Gautama ouve amanhã, em Salvador, o depoimento de Zuleido Veras, dono da Gautama.

Comentários dos leitores
Valdir Baptista (23) 17/09/2008 21h48
Valdir Baptista (23) 17/09/2008 21h48
Só pode ter havido um equivoco, a policia do Lula não se beneficia de nada, é a incorrupta, tal qual seu superior rsrsrs. sem opinião
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Walter Quirino (34) 17/09/2008 17h14
Walter Quirino (34) 17/09/2008 17h14
Estou com impressão ou é isto mesmo; Quem investigava virou réu e o, antes investigado, está assistindo de camarote e dando gargalhadas; essa doença "alopragia" pega? sem opinião
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Marilda Correia (64) 17/09/2008 14h40
Marilda Correia (64) 17/09/2008 14h40
Nem demorou tanto! Agora só esperar as controvérsias que farão para explicar que pau não é pau e nem pedra é pedra! sem opinião
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