Pré-candidato do PSB em Belo Horizonte defende aliança entre tucanos e petistas
PABLO SOLANO
da Agência Folha
O pré-candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, defendeu a manutenção da aliança PSB-PT-PSDB, apesar do veto da Executiva Nacional do PT, e disse que não vê diferença entre governos administrados por petistas e tucanos.
"O PSDB e o PT fizeram um acordo de buscar uma aliança via um terceiro partido, e esse terceiro partido, o PSB, foi convidado e aceitou. Então, a aliança básica é entre esses três partidos", afirmou Lacerda, secretário de Desenvolvimento Econômico no governo do tucano Aécio Neves (MG).
O apoio à Lacerda foi oficializado ontem pelo PT de Belo Horizonte por ampla maioria dos 406 delegados do encontro municipal da sigla.
Sobre a resolução da Executiva Nacional do PT, que aponta o governo Aécio como uma administração "comprometida com políticas frontalmente distintas" do ideário e programa petista, Lacerda afirma que "gostaria de ver" quais contradições existem entre os dois partidos.
"Se você compara o que está fazendo o governo da Bahia [administrada pelo petista Jaques Wagner] e o governo de Minas, você não vê grandes diferenças e contradições. A visão de mundo é muito próxima hoje", disse Lacerda.
O pré-candidato do PSB afirma que "nem se pode chamar o governo [Aécio] de privatista, porque você tem em Minas as melhores estatais de energia e saneamento [Cemig e Copasa], com ações vendidas no mundo inteiro".
Lacerda acusou a executiva do PT de não entender o que ocorre em Belo Horizonte. "Está acontecendo uma colaboração no campo administrativo e a população gostaria de ter continuidade a esse processo. Nós esperamos que a direção nacional do PT reflita um pouco mais e reverta essa decisão que nós consideramos infeliz".
Para ele, estão discutindo 2010 sem perguntar o que a população de Belo Horizonte quer. "O que está se tentando fazer é uma violência tão grande que deixa todos nós indignados. Não conseguimos imaginar um cenário de Belo Horizonte não poder resolver seus problemas porque um grupo julga que existe uma caminho melhor para a cidade."
Incapacidade
O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), classificou de isolacionista, excludente e sectária a decisão da Executiva petista que proíbe a aliança do partido com o PSDB.
"Eu acho que o PT não quer ter uma postura isolacionista, excludente, sectária. Isso até já aconteceu no passado, mas não é o nosso perfil", afirmou Pimentel hoje em entrevista para a rádio CBN.
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