Comissão de Ética dá dez dias para Dilma dar informações sobre dossiê anti-FHC
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta segunda-feira pedir explicações à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Dilma terá o prazo de dez dias para enviar informações à comissão sobre o dossiê.
O presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, disse que o órgão não discutiu o mérito do caso --apenas decidiu pedir informações à ministra antes de discutir eventuais punições.
Entre as penalidades previstas pela Comissão de Ética estão a advertência e censura formais, assim como o pedido de afastamento do cargo --que é encaminhado ao presidente da República.
Os líderes do PSDB e do DEM no Senado, Arthur Virgílio (AM) e José Agripino (RN), encaminharam ofício à Comissão de Ética no início de abril com o pedido para que o órgão investigasse a conduta de Dilma no episódio do dossiê.
Os senadores argumentam, no ofício, que o dossiê foi montado com base em informações vazadas pela Casa Civil com o objetivo de "constranger" o ex-presidente FHC.
A oposição também ficou irritada com a declaração da ministra de que tinha "mais o que fazer" quando questionada se pretendia prestar esclarecimentos à CPI dos Cartões Corporativos sobre o caso.
"O comportamento da ministra-chefe da Casa Civil não guarda compatibilidade com a conduta ética que deve ser observada por alguém investido em tão alto cargo da República", argumentam os líderes no ofício.
Gregolin
Assim como Dilma, o ministro Altemir Gregolin (Pesca) também terá que encaminhar informações à comissão sobre a denúncia de que teria feito campanha eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, durante compromisso oficial ao interior do Pará. A viagem --custeada pelo ministério-- serviu para entregar carteiras de trabalho a pescadores.
O deputado Vic Pires (DEM-PA) apresentou à CPI dos Cartões Corporativos vídeo de 2006 no qual Gregolin estaria fazendo campanha para Lula.
Segundo o deputado, o ministro disse durante atos oficiais no interior do Pará que os pescadores tinham que ir "para a porrada" contra a oposição, uma vez que se o tucano Geraldo Alckmin fosse eleito para a presidência privatizaria a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
"A gente tem que dizer isso para o povo, que vai perder o Bolsa Família, o Luz para Todos. Então, vamos botar todas as nossas energias nos deputados eleitos", teria dito Gregolin, segundo relato de Pires.
Nos dois casos, os ministros vão responder a perguntas referentes a informações necessárias às investigações elaboradas pela Comissão de Ética.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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