Brasil
28/04/2008 - 21h45

Aécio diz que veto do PT não muda negociação sobre coligação em Belo Horizonte

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da Folha Online

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que o veto da Executiva Nacional do PT à aliança com tucanos na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte não afeta em nada a negociação em andamento com o PSB sobre uma chapa única. A aliança PT-PSDB estava sendo costurada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e previa o lançamento da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) --com vice do PT.

"Não muda absolutamente nada a nossa disposição inicial de construir aqui em Belo Horizonte um projeto extremamente amplo", disse Aécio. "Aqueles que optarem por priorizar outras questões, nós temos que respeitar. Em nada muda a nossa disposição, até aqui, de construir uma ampla aliança em Belo Horizonte."

A Executiva Nacional do PSB --partido da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- se reúne nesta terça-feira para analisar o futuro da aliança de Belo Horizonte. Após o veto do PT aos tucanos, o partido ficou dividido. Parte do PSB quer ficar com os tucanos. E outra defende uma aliança com o PT.

Para justificar o veto, os petistas dizem que a aliança pode interferir nas eleições de 2010. Aécio afirmou que o PT está dando a ele um valor indevido.

"Não é um veto a mim, até porque eu, pessoalmente, não dependo da Executiva Nacional do PT para nenhuma movimentação política. [...] Acho até que não tenho essa dimensão para gerar tantas preocupações em algumas lideranças nacionais do PT, como me parece inspirar essa decisão", disse o governador.

Aécio afirmou que as eleições municipais não têm relação com as presidenciais. "São eleições municipais, repito, eu não tenho essa tamanha dimensão política que alguns me pretendem atribuir. Estou aqui apenas construindo um projeto a favor da minha cidade."

Kassab-Quércia

O apoio do ex-governador Orestes Quércia (PMDB) à reeleição de Gilberto Kassab (DEM) foi encarada como uma vitória do governador José Serra (PSDB). É que Serra teria atuado em favor da aliança em prol de Kassab.

Questionado se a aliança representar uma derrota por inviabilizar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) --mais próximo de Aécio do que de Serra--, o mineiro respondeu: "Não cabe a mim opinar e muito menos sofrer qualquer conseqüência daquilo que está sendo construído em São Paulo. Da mesma forma que eu quero respeito a aquilo que nós estamos construindo em Minas Gerais".

 

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