Brasil
29/04/2008 - 04h32

PF diz que Paulinho da Força tramou escândalo contra Kassab

da Folha Online

Relatórios da Polícia Federal na Operação Santa Tereza atribuem ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, um plano para criar "um escândalo" que pudesse atingir o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) e o então secretário municipal do Trabalho, Geraldo Vinholi (PDT-SP), revela reportagem de Rubens Valente publicada na Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Vinholi, também do PDT, renunciou no último dia 7 de março. Escutas detectaram Paulinho pedindo ao ex-policial militar Wilson de Barros Consani Júnior subsídios para atingir Kassab e seu secretário. O coronel reformado foi preso na última quinta-feira.

A estratégia de Paulinho era bombardear Kassab para abrir espaço para uma eventual candidatura do deputado à Prefeitura de São Paulo.

Segundo a Folha, o nome do deputado é citado várias vezes no relatório da PF feito na Operação Santa Tereza. A operação, iniciada na última quinta-feira, desarticulou um grupo acusado de envolvimento com tráfico local e internacional de mulheres, exploração de atividade de prostituição e em fraudes em concessão de empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Dez pessoas foram detidas até a terça-feira (28). Entre elas estão o advogado Ricardo Tosto --um dos mais famosos de São Paulo-- e o executivo Boris Timoner.

A investigação teria esbarrado ainda no líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), de acordo com reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".

Em nota, o ministro Tarso Genro (Justiça) informa que a PF não está investigando nenhum parlamentar por envolvimento com o esquema de desvio de recursos e influência política na liberação de empréstimos do BNDES.

A reportagem da Folha informa que a PF encontrou indícios de que Paulinho --como o deputado é conhecido-- participava do lobby político para liberar os empréstimos. O deputado não comentou o assunto ainda.

Leia a matéria completa na Folha.

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