PF ouve mais dois funcionários da Casa Civil no inquérito sobre dossiê anti-FHC
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal ouviu nesta terça-feira mais dois funcionários da Casa Civil sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com "contas B" e cartões corporativos. O delegado responsável pelo inquérito do dossiê, Sérgio Menezes, mantém em sigilo os nomes dos servidores. Porém, confirma que eles não integram a lista dos seis servidores que seriam responsáveis pela planilha com os dados que deram origem ao dossiê.
Segundo a PF, o delegado vai ouvir os seis servidores somente após a conclusão da perícia realizada pelo órgão nos sete computadores que foram apreendidos na Casa Civil (cinco laptops e dois de mesa) de onde teriam saído as informações que deram origem ao dossiê. A PF também apreendeu mais seis computadores e um pendrive da Casa Civil que estão sendo analisados pela perícia.
Menezes já havia colhido o depoimento de outros dois servidores da Casa Civil na semana passada. A exemplo desta terça-feira, na ocasião o delegado também manteve os nomes em sigilo.
Perícia
A expectativa de Menezes é que a perícia nos computadores seja concluída amanhã. A PF se prepara para tomar o depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) até no inquérito, embora oficialmente negue que a ministra esteja entre as testemunhas do caso.
A Folha Online apurou que a idéia é ouvir a ministra como testemunha e não indiciada ou suspeita do vazamento de informações sigilosas referentes ao uso de cartões corporativos e "contas B" durante a gestão do ex-presidente.
Por Dilma ocupar um cargo de confiança no primeiro escalão do governo, terá direito a escolher dia, horário e local que quer prestar esclarecimentos. Parlamentares afirmam que a ministra não deverá se furtar a dar o depoimento. O governo nega a montagem do documento, mas confirma a existência de um "banco de dados" com informações sobre gastos do governo FHC.
Leia mais
- Tarso defende elaboração de dossiê para fins lícitos e diz que reunir informações não é crime
- Nos EUA, Dilma se irrita com pergunta sobre dossiê
- Comissão de Ética dá dez dias para Dilma dar informações sobre dossiê anti-FHC
- Só 17,4% acreditam que Dilma montou dossiê anti-FHC, diz pesquisa
- PF pedirá mais um mês para investigar vazamento de dossiê
Especial


Acho que se Jesus descer em uma nuvem e dizer que a Dilma é inocente os criticos cegos vão virar budistas. Mas agora vai continuar com o "escândalo" Varig onde a ministra cometeu o crime de cobrar agilidade das agências que não são subordinadas ao governo e que não precisam obedecer as ordens da ministra. É lógico que não vai dar em nada por ser uma acusação politica para vender jornal e dar folego para uma oposição desesperada, mas vamos ter outra lamuriação quando a lei confirmar que não teve crime. Quanta perda de tempo enquanto temos tantos casos importantes para tratar, e comentar, no Brasil.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar