Deputado afasta assessor citado em relatório da PF sobre fraude
da Folha Online
O deputado federal Roberto Santiago (PV-SP) informou hoje que afastou temporariamente o assessor parlamentar José Brito de França --citado em relatório da Polícia Federal sobre a Operação Santa Tereza, que desarticulou um esquema de desvio de parte dos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). De acordo com a assessoria de Santiago, o assessor ficará afastado até que a PF dê informações sobre o inquérito.
Reportagem publicada hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo" informa que Brito teria sido flagrado em conversas telefônicas dando dicas de como conseguir aprovar projetos no Ministério das Cidades.
Nas conversas, de acordo com a reportagem, Brito cita o diretor de Produção Habitacional da Secretaria de Habitação, Daniel Nolasco, como seu contato e facilitador no ministério. A reportagem informa ainda que Brito oferecia alternativas como fazer projetos em nome de ONGs (organizações não-governamentais) em vez de prefeituras.
A assessoria de Santiago informa que o assessor ficará afastado até o final da investigação. Se algo for comprovado, o deputado afastará o assessor definitivamente. Santiago não está sendo investigado.
Além disso, a assessoria de Santiago informa que o deputado vai pedir uma cópia do inquérito que pretende acompanhar as investigações.
Paulinho
De acordo com reportagem de "O Estado de S. Paulo", João Pedro de Moura, ex-assessor parlamentar do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) preso pela PF na Operação Santa Tereza, capitanearia um grupo de que prometia facilidades para liberar projetos no Ministério das Cidades em troca de propina.
Procurado pela reportagem, Paulinho informou por meio de sua assessoria que não vai comentar o assunto.
Reportagem de Rubens Valente, publicada nesta quarta-feira na Folha, informa que os investigados por suposto envolvimento com o esquema de desvios de recursos do BNDES queriam ampliar sua área de atuação para 27 prefeituras de quatro Estados. O grupo também mirava em convênios no Ministério das Cidades e na Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
E-mail interceptado pela Operação Santa Tereza diz que lista de cidades, com nomes de prefeitos e partidos, "é segredo de Estado". O e-mail foi enviado em 29 de fevereiro pelo consultor Marcos Mantovani, preso na última quinta-feira.
A mensagem foi remetida para Moura e para o empresário Manuel Fernandes de Bastos Filho, foragido.
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