Brasil
01/05/2008 - 08h57

Delegado que investiga desvios no BNDES vê indícios contra Paulinho

da Folha de S.Paulo

Contrariando declarações do ministro da Justiça e do diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Rodrigo Levin afirmou ontem que há indícios de participação de parlamentar no suposto esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

"A gente está analisando que tem indícios e motivo para a instauração de inquérito [contra parlamentar]. Não posso falar nomes de ninguém", afirmou Levin, que é o responsável pela operação que recebeu o nome de Santa Teresa.

Ao ser questionado por jornalistas sobre a eventual participação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, no suposto esquema, o policial relutou. "Aqui tem uma câmera [de vídeo], se não tivesse, eu mexia com a cabeça", disse.

Durante a investigação da PF, Paulinho foi fotografado ao lado do ex-assessor dele e lobista João Pedro de Moura, que é investigado pela polícia por suposta ajuda ilegal na liberação de verba do BNDES.

Questionado novamente, o delegado disse que hoje o alvo não são deputados. "A polícia não está investigando parlamentares, está investigando um [ex-]assessor de parlamentar. Agora, finalizada essa investigação, se a gente levantar que existe parlamentar envolvido, vamos instaurar outra investigação respeitando a prerrogativa de foro", disse. Na seqüência, foi retirado da roda de jornalistas por outro agente.

Minutos antes, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, havia dito: "A PF só investiga parlamentar com a autorização do Supremo Tribunal Federal, essa é a orientação. Nenhum parlamentar foi investigado".

O ministro da Justiça, Tarso Genro, também afirmou que nenhum deputado está sob a mira de ação da PF.

Comentários dos leitores
Ricardo Câmara (39) 01/09/2008 19h36
Ricardo Câmara (39) 01/09/2008 19h36
Pecar e perdoar é uma atitude recíproca entre nós, pobres e mortais seres humanos. Afinal, ensina o Criador que quando se erra, deve-se relevar para redimir os pecados d'alma para se ter o repouso na eternidade e para isso, ou melhor, para a garantia dessa morada infinita, o pecador não torne a permanecer no erro pelo qual foi perdoado. Houve desvio de verba da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro na qual oito dos suspeitos foram beneficiado por mais um desses "famosos" habeas corpus (STF), o que não caracteriza PERDÃO, as investigações prosseguem e há de se apontar os verdadeiros culpados que devolvam ao erário o que lhe é de direito, para assim, se proceder a exegese bíblica desse indulto, onde a Operação Pecado Capital deflagrada pela Delegacia Fazendária do Rio de Janeiro, está atenta para novas investigações dos infiéis dos cofres públicos. sem opinião
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Alcides Emanuelli (292) 24/08/2008 16h06
Alcides Emanuelli (292) 24/08/2008 16h06
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
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Antonio Fouto Dias (1614) 19/08/2008 19h00
Antonio Fouto Dias (1614) 19/08/2008 19h00
Entre as atribuições regimentais dos Senadores, está a apuração política de supostas irregularidades, equívocos ou ilícitos supostamente cometidos pelos mesmos.
O que o Senador Garibaldi está fazendo em relação a Efraim Morais, nada mais é do que a prática cotidiana de protecionismo entre os parlamentares, onde demonstra haver um acordo mútuo de que não se apure nada e quando houver apuração, o resultado já é conhecido, pois temos um claro e recente exemplo do Senador Renam Calheiros, onde o Conselho de Ética, por duas vezes emitiu parecer de que houve quebra de decoro parlamentar, no entanto o plenário o absolveu.
Pelo visto, este pode ser um dos motivos de que o Senador Garibaldi não quer que se apure nada; apesar de que, em assim agindo, não está seguindo as normas da casa.
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