Brasil
01/05/2008 - 10h06

Índio diz que se Supremo mudar demarcação de reserva haverá retrocesso

da Folha de S.Paulo, em Brasília

De terno e gravata em busca de audiências com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o líder indígena macuxi Dionito de Souza disse ontem que, se a Justiça rever a demarcação da terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, não existe mais lei no país.

"Foi o próprio Supremo que determinou a demarcação da terra indígena Raposa/Serra do Sol em área contínua. Se ele voltar atrás, então não existe lei aqui no Brasil, é tudo retrocesso", afirmou Dionito, que é coordenador do CIR (Conselho Indígena de Roraima).

A Folha publicou ontem que o STF tende a modificar a demarcação contínua da reserva, criando "ilhas" na área para permitir a permanência de arrozeiros.

Dionito defende a demarcação contínua com base em "dados da economia" da reserva. A área, segundo ele, tem 35 mil cabeças de gado e as 194 aldeias querem aumentar o rebanho.

"Por ano, vendemos 3.000 bezerros. Produzimos 50 toneladas de milho e 50 de feijão", afirmou ele. "Estamos defendendo o nosso país e querendo o desenvolvimento", disse o líder indígena.

Comentários dos leitores
Adei Louzada de Moura (12) 18/08/2008 23h37
Adei Louzada de Moura (12) 18/08/2008 23h37
Parabéns ao general-de-brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva por ter citado os quatro principais interessados (EUA, Inglaterra, França e Holanda) na institucionalização e manutenção, como exclusivamente reserva indígena, da grande área de 1,7 milhão de hectares, destinada que seria, no plano formal, para apenas cerca de 18.000 indígenas. Como estes, compostos por diferentes grupos ou tribos, não teriam evidentemente condições de ocupar e desfrutar de toda essa terra, não dá para conceber que a idéia da área contínua resulte de preocupação com sua cultura e qualidade de vida. Os brasileiros, não sejamos ingênuos, nem cúmplices de interesses forâneos! Vamos zelar pela nossa integridade territorial e povoar todas as fronteiras, desenvolvendo, com critérios ambientais, atividades auto-sustentáveis. Rechacemos o artificialismo mal intencionado de chamar tribo de nação. É também desejável que hajam condições que favoreçam aos indígenas integração à vida nacional, através da educação e do trabalho remunerado, inclusive, no caso de Roraima, na lavoura de arroz. Por que não? sem opinião
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Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h46
Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h46
Não importam as diferenças quando necessitamos do apoio uns dos outros.
A vida não é medida pelo numero de respirações que damos, mas sim pelos momentos que nos fazem prender a respiração.
todos podemos aprender uma lição, encergar alem das diferenças um do outroe encontrar a maneira de trabalharmos juntos os caminhos a serem trilhados.
Ame sem medida e com fraternidade e solidariedade.
Muitas coisas na vida não conseguimos entender e explicar como acontecem.
Muitas coisas na vida deveriamos ser obrigados a participar e não só a presenciar.
Para se conseguir o que buscamos: liberdade, honestidade, ética, fraternidade, só conseguiremos através da lute.
Só a luta vai nos dar esses Direitos.
A vida é assim é uma busca continua do bem, mas são homens que fazem parte do sistema assim não tem outro forma outro geito de conseguirmos o amor a não ser atráves da luta.
Lutar, com algemas nas mãos, lutar com pés amarrados, lutar com as nossas casas invadidas todos os dias, lutar sem nossas vozes e nossas idéais sufocadas.
Lutar sim! sempre haverá um pingo de esperança, e como fazia o beija flor que tentava apagar o incendio na floresta com as gotas que carregava em seu bico.
sem opinião
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Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h44
Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h44
Não importam as diferenças quando necessitamos do apoio uns dos outros.
A vida não é medida pelo numero de respirações que damos, mas sim pelos momentos que nos fazem prender a respiração.
todos podemos aprender uma lição, encergar alem das diferenças um do outroe encontrar a maneira de trabalharmos juntos os caminhos a serem trilhados.
Ame sem medida e com fraternidade e solidariedade.
Muitas coisas na vida não conseguimos entender e explicar como acontecem.
Muitas coisas na vida deveriamos ser obrigados a participar e não só a presenciar.
Para se conseguir o que buscamos: liberdade, honestidade, ética, fraternidade, só conseguiremos através da lute.
Só a luta vai nos dar esses Direitos.
A vida é assim é uma busca continua do bem, mas são homens que fazem parte do sistema assim não tem outro forma outro geito de conseguirmos o amor a não ser atráves da luta.
Lutar, com algemas nas mãos, lutar com pés amarrados, lutar com as nossas casas invadidas todos os dias, lutar sem nossas vozes e nossas idéais sufocadas.
Lutar sim! sempre haverá um pingo de esperança, e como fazia o beija flor que tentava apagar o incendio na floresta com as gotas que carregava em seu bico.
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