Paulinho diz que sabe menos do que imprensa sobre investigação da PF
MARIANA SANT'ANNA
colaboração para a Folha Online
O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), disse hoje que sabe menos do que a imprensa sobre a investigação da Polícia Federal sobre desvios de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Entre os detidos pela PF na Operação Santa Tereza está o advogado Ricardo Tosto --que já foi solto--, integrante do conselho do BNDES por indicação da Força Sindical.
"Eu sei menos que vocês da imprensa. Na hora que saiu meu nome nos jornais, pedi aos meus advogados que fossem até a Polícia Federal pedir o dossiê. Porque se estou envolvido, quero saber", disse Paulinho.
| Fernando Donasci/Folha Imagem |
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| Paulo Pereira da Silva diz que sabe menos do que imprensa sobre dossiê da Polícia Federal |
Para a PF, o BNDES concedia empréstimos por meio da influência política de Paulinho e de Tosto.
Segundo Paulinho, a PF não liberou o relatório feito no âmbito da Operação Santa Tereza para seus advogados. "Eles me deram uma parte do dossiê Pediram para fotografar em cima da mesa porque não podia levar. Nem cópia me deram. Então me deram uma parte. Vocês da imprensa] têm o dossiê completo. Eu não tenho. Como vou falar de uma coisa que não sei?"
Reportagem de hoje da Folha informa que o delegado Rodrigo Levin afirmou ontem que há indícios de participação de parlamentar no suposto esquema de desvio de recursos do BNDES. "A gente está analisando que tem indícios e motivo para a instauração de inquérito [contra parlamentar]. Não posso falar nomes de ninguém", afirmou Levin, que é o responsável pela operação que recebeu o nome de Santa Teresa.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a eventual participação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, no suposto esquema, o policial relutou. "Aqui tem uma câmera [de vídeo], se não tivesse, eu mexia com a cabeça", disse.
Durante a investigação da PF, Paulinho foi fotografado ao lado do ex-assessor dele e lobista João Pedro de Moura, que é investigado pela polícia por suposta ajuda ilegal na liberação de verba do BNDES.
Com Folha de S.Paulo
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Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
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O que o Senador Garibaldi está fazendo em relação a Efraim Morais, nada mais é do que a prática cotidiana de protecionismo entre os parlamentares, onde demonstra haver um acordo mútuo de que não se apure nada e quando houver apuração, o resultado já é conhecido, pois temos um claro e recente exemplo do Senador Renam Calheiros, onde o Conselho de Ética, por duas vezes emitiu parecer de que houve quebra de decoro parlamentar, no entanto o plenário o absolveu.
Pelo visto, este pode ser um dos motivos de que o Senador Garibaldi não quer que se apure nada; apesar de que, em assim agindo, não está seguindo as normas da casa.
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