Brasil
01/05/2008 - 12h28

Kassab diz que não vai à festa da Força para não constranger o PDT

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DEISE OLIVEIRA
da Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse hoje que não iria participar da festa de 1º de Maio da Força Sindical para não constranger o PDT. A cúpula do PDT decidiu deixar o governo de Kassab --onde controlava a Secretaria do Trabalho-- alegando motivos políticos --o PDT lançaria candidato à Prefeitura de São Paulo com o bloco PSB e PC do B.

"Até para não constrager o PDT, que através dos seus dirigentes, há algumas semanas atrás, se afastou do nosso governo, do projeto político. E os dirigentes da Força são do PDT. É uma questão de respeito da minha parte", disse Kassab, que participou da festa da CUT.

Paulinho, por sua vez, disse que foi ele que não convidou Kassab para a festa de 1º de Maio promovida pela central sindical na praça Campo de Bagatelle, na zona norte da cidade.

Para justificar o "desconvite" a Kassab, Paulinho disse que o prefeito não vem tratando bem dos trabalhadores de São Paulo. "Com o Kassab, o PDT não tem mais nenhuma relação porque ele tem tratado os trabalhadores muito mal em São Paulo. E por isso nós nem convidamos ele para vir aqui [na festa da Força Sindical] hoje."

Reportagem da Folha de hoje informa que a opção de Kassab pela festa da CUT não tem relação com relatórios da Polícia Federal que mostram que o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), teria tramado "um escândalo" contra o prefeito.

A decisão foi tomada pelo mal-estrar produzido com a saída do PDT da Prefeitura. Paulinho é presidente estadual do PDT e defendeu o rompimento com o prefeito.

Sobre a demissão da cúpula da segurança municipal, Kassab descartou qualquer relação entre a decisão e a possível candidatura de Alckmin à Prefeitura. "Foi uma questão meramente institucional. A relação entre todos é a melhor possível. É natural, desde o início da nossa gestão houve uma série de substituições e vai continuar até o final", disse. O comando da Segurança Urbana de São Paulo apresentou ontem pedido de exoneração em meio a uma crise na prefeitura.

Quanto à principal reinvindicação dos trabalhadores neste 1º de Maio --redução da jornada sem redução salarial-- o prefeito destacou o piso do salário mínimo estadual de R$ 450 em São Paulo. "Nós continuaremos ao lado trabalhador, seja nas questões salariais, condições de trabalho e a discussão de jornada de trabalho. É uma negociação muito importante e necessária", disse.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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