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Brasil
01/05/2008 - 15h41

Lupi compara acusações contra Paulinho a processo da ditadura

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MARIANA SANT'ANNA
colaboração para a Folha Online

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) pediu, nesta quinta-feira, que o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), que teve o nome envolvido nas investigações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, não seja condenado sem chance de defesa. Lupi comparou as acusações feitas ao companheiro de legenda a procedimentos da ditadura militar e pediu cuidado para que as denúncias não se tornem um "tribunal de inquisição".

Fernando Donasci/Folha Imagem
Lupi (à esq.) diz que Paulinho (à dir.) não pode ser pre-julgado sem chance de defesa
Lupi (à esq.) diz que Paulinho (à dir.) não pode ser pre-julgado sem chance de defesa

"Qual é a prova? O que que há de fato até agora? Alguém ouviu falar de alguém, talvez seja o deputado Paulinho. Eu tenho muito cuidado, porque isso foi um processo da ditadura. O processo da ditadura, dos regimes arbitrários, condenava sem dar direito a defesa", disse o ministro.

Lupi afirmou que Paulinho não pode ser pré-julgado. "Diz a Justiça: todo réu é inocente até prova em contrário. Ele nem réu é", afirmou.

O nome de Paulinho foi citado em relatório da Polícia Federal na investigação sobre desvios de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Entre os detidos pela PF na Operação Santa Tereza está o advogado Ricardo Tosto --que já foi solto--, integrante do conselho do BNDES por indicação da Força Sindical.

"Eu sei menos que vocês da imprensa. Na hora que saiu meu nome nos jornais, pedi aos meus advogados que fossem até a Polícia Federal pedir o dossiê. Porque se estou envolvido, quero saber", disse Paulinho.

Para a PF, o BNDES concedia empréstimos por meio da influência política de Paulinho e de Tosto.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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