Lupi compara acusações contra Paulinho a processo da ditadura
MARIANA SANT'ANNA
colaboração para a Folha Online
O ministro Carlos Lupi (Trabalho) pediu, nesta quinta-feira, que o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), que teve o nome envolvido nas investigações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, não seja condenado sem chance de defesa. Lupi comparou as acusações feitas ao companheiro de legenda a procedimentos da ditadura militar e pediu cuidado para que as denúncias não se tornem um "tribunal de inquisição".
| Fernando Donasci/Folha Imagem |
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| Lupi (à esq.) diz que Paulinho (à dir.) não pode ser pre-julgado sem chance de defesa |
"Qual é a prova? O que que há de fato até agora? Alguém ouviu falar de alguém, talvez seja o deputado Paulinho. Eu tenho muito cuidado, porque isso foi um processo da ditadura. O processo da ditadura, dos regimes arbitrários, condenava sem dar direito a defesa", disse o ministro.
Lupi afirmou que Paulinho não pode ser pré-julgado. "Diz a Justiça: todo réu é inocente até prova em contrário. Ele nem réu é", afirmou.
O nome de Paulinho foi citado em relatório da Polícia Federal na investigação sobre desvios de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Entre os detidos pela PF na Operação Santa Tereza está o advogado Ricardo Tosto --que já foi solto--, integrante do conselho do BNDES por indicação da Força Sindical.
"Eu sei menos que vocês da imprensa. Na hora que saiu meu nome nos jornais, pedi aos meus advogados que fossem até a Polícia Federal pedir o dossiê. Porque se estou envolvido, quero saber", disse Paulinho.
Para a PF, o BNDES concedia empréstimos por meio da influência política de Paulinho e de Tosto.
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