Brasil
02/05/2008 - 09h06

Ação conjunta liberta 8 em fazenda de Mato Grosso

da Agência Folha, em Campo Grande

O Ministério Público do Trabalho anunciou ontem a libertação de oito trabalhadores que eram mantidos em regime análogo à escravidão em uma fazenda de Marcelândia (690 km de Cuiabá) --campeã de desmatamento no segundo semestre de 2007.

No domingo, a Folha publicou levantamento que indica que os municípios que mais desmatam na região amazônica são também os líderes nas listas de trabalho escravo e violência no campo.

Em Marcelândia, segundo a procuradoria, os trabalhadores nunca receberam salário pelos serviços que prestavam ao proprietário da fazenda Nossa Senhora Aparecida -que não teve seu nome divulgado. A operação foi realizada pelo Ministério Público, por auditores fiscais e policiais rodoviários.

O flagrante ocorreu após a denúncia de um dos trabalhadores, que, em fevereiro, conseguiu sair da propriedade. Após o resgate, segundo o Ministério Público, os trabalhadores receberam os pagamentos e os direitos trabalhistas.

Comentários dos leitores
Diógenes Pereira da Silva (40) 30/09/2008 14h23
Diógenes Pereira da Silva (40) 30/09/2008 14h23
É simplesmente um absurdo em pleno século 21, vermos estas ações no cotidiano brasileiro, mas não parará por aí, pois as autoridades são coniventes na maioria dos casos, e quando alguém é punido, não são os senhores donos da terra e sim seus capatazes, que ficam a frente da pusilanimidade. Portanto, não basta a atuação do governo em fiscalização, as pessoas que ali trabalham, desenvolve atividades subumanas, se não trabalharem neste tipo de atividade não terá condições de sobreviverem. Então pensam elas: melhor viver mal do que não viver. Quantas vezes já assistimos a este filme? Não é de hoje que existem ações não governamentais envolvidos com a questão premente. Dá a luz, a solução, mas não é seguido pelos órgãos do governo. Que simplesmente ignoram o obvio. Muitos destes seres humanos que são desprezados, maltratados pelos senhores donos de terras, mesmo quando conseguem sair desta situação degradante, voltam, por não terem outros meios de subsidência. Ou é viver desta forma sem a luz do governo, sem apoio da sociedade em cobrança Estatal, ou escolham viver a margem da sociedade em sustentação e contrariedade às leis. Somando ao já alto índice de criminalidade e as mazelas brasileiras. sem opinião
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JOSE PAULO VIEIRA (12) 30/09/2008 07h42
JOSE PAULO VIEIRA (12) 30/09/2008 07h42
Respondendo ao me parece que José Alberto. Ele afirma que nunca viu tantos casos como no governo Lula e o acusa. Não votei no Lula, mas a forma que ele chegou a 80 por cento de aprovação está ai o respaldo. A respeito da escravidão, caso do Para que a policia encontrou 150 em regime de escravidão, e este ano foram libertados mais que nos ultimos 10 anos de nossa historia.
No Governo anterior da elite, foi pego no Para, uma fazenda com quase 300 trabalhadores em regime pior que a escravidão do passado. Viu no que que deu? O dono da Fazenda era amigo do FHC, e pior, na hora de punir ainda descobriu que a fazenda estava em nome de outros. Estes outros eram os verdadeiros donos das terras que tinham morrido de mortes estranhas, e ali eram os posseiros. Posseiros que na hora de tirar emprestimos vultuosos são os donos, administradores e tudo mais. Quem denunciava morria. Sumiam com o dinheiro porque eles não eram donos de nada. E ainda veio o Alckimim querendo revitalizar o projeto SUDAN, que sabia de tudo mesmo assim dava didim pra eles, na ideia ficticia que ia desenvolver a |Amazonia.
Abre os olhos só porque não viamos tanta gente presa neste pais, não significa que estava certo.
A coisa corria frouxa, e agora ainda tem muitas irregularidades, e se houver participação de todos ainda podemos melhorar porque neste governo estamos encontrando apoio para ao menos reclamar por justiça.
sem opinião
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samuel haddad carvalho (13) 10/09/2008 11h48
samuel haddad carvalho (13) 10/09/2008 11h48
Vou repetir: E ainda existe uma elite tupiniquim querendo colocar o país no conselho de segurança da Onu. Para se pleitar algo dessa envergadura, ao menos a lição de casa deveria estar feita: reforma agrária, instituições fortes, distribuição de renda, educação, habitação e saúde, apenas para citar alguns, que acredito, muito importantes. Somos uma das economias mais fortes do mundo! E daí? De que adianta isso se direitos básicos sequer são conseguidos por uma parcela grande da população? Quando vejo notícias desse tipo, além, é lógico, de ficar indignado, fico pensando o que será que estão pensando de nós lá fora. Cadê a punição exemplar para os Senhores do Engenho? Pois, se existem escravos, existem seus proprietários. E mais espertalhões continuarão a não resistir e fazer seus custos menores possível para assim, aumentar mais ainda seus lucros. Pois se a fiscalização vier, é só pagar aquilo que já deveria ter sido pago e tudo continua igual. Houve um comentário aqui de que os escravocratas deveriam perder suas propriedades e se fazer com elas reforma agrária, achei a sugestão muito boa. Acredito que a pressão continuará vindo de fora - os países desenvolvidos não deveriam comprar produtos provenientes de áreas onde se adotam práticas deste tipo, embora, infelizmente os bons empresários também corram o risco de serem punidos. Vamos acrescentar mais uma sugestão: Os bons empresários deveriam pressionar ou expulsar de suas associações os que utilizarem desse artifício. sem opinião
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