Brasil
02/05/2008 - 11h37

PDT convoca reunião da Executiva Nacional para discutir denúncias contra Paulinho

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Executiva Nacional do PDT vai convocar uma reunião extraordinária, na próxima semana, para discutir as denúncias que envolvem o nome do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP). O presidente nacional da legenda, deputado Vieira da Cunha (RS), disse à Folha Online que Paulinho será chamado a prestar esclarecimentos e também poderá ser aprovada o pedido de informações ao Ministério da Justiça e à PF (Polícia Federal) sobre a Operação Santa Tereza.

"É evidente que há uma situação incômoda de ter um integrante do partido, como o deputado Paulo Pereira, que é uma liderança de destaque, com o nome envolvido em denúncias algo muito desagradável e incômodo", disse Vieira da Cunha.

O nome de Paulinho foi citado em relatórios da Polícia Federal durante as investigações da Operação Santa Tereza, que apuram desvios de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Na relação de detidos pela PF está o advogado Ricardo Tosto --que já foi solto--, integrante do conselho do BNDES por indicação da Força Sindical. Para a polícia, o BNDES concedia empréstimos por meio da influência política de Paulinho e de Tosto.

Estranheza

Vieira da Cunha disse ter causada "estranheza" o fato de o ministro Tarso Genro (Justiça) negar que a operação tenha investigado parlamentares, enquanto há denúncias sendo publicadas na imprensa atribuídas à Polícia Federal e a reação do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que reclamou de ações efetuadas na área da Casa.

"Nos chama a atenção e causa estranheza o ministro Tarso Genro negar que deputados tenham sido investigados e ao mesmo tempo serão publicadas informações atribuídas à polícia. Queremos esclarecimentos sobre o que de fato ocorre", disse Vieira da Cunha.

O presidente do PDT disse que a reunião da executiva será fundamental para esclarecer parte das dúvidas e ouvir as explicações de Paulinho.

"Tenho certeza que o deputado Paulo Pereira vai querer falar sobre o assunto e nós estamos dispostos a ouvi-lo", afirmou ele.

Paulinho nega as acusações e tem apoio do ministro Carlos Lupi (Trabalho), ex-presidente nacional do PDT. Lupi pediu ontem cautela no tratamento das denúncias e comparou-as a um "tribunal de inquisição" e ao que ocorria no período da ditadura militar no Brasil.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (255) 24/08/2008 16h06
Alcides Emanuelli (255) 24/08/2008 16h06
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
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Antonio Fouto Dias (1591) 19/08/2008 19h00
Antonio Fouto Dias (1591) 19/08/2008 19h00
Entre as atribuições regimentais dos Senadores, está a apuração política de supostas irregularidades, equívocos ou ilícitos supostamente cometidos pelos mesmos.
O que o Senador Garibaldi está fazendo em relação a Efraim Morais, nada mais é do que a prática cotidiana de protecionismo entre os parlamentares, onde demonstra haver um acordo mútuo de que não se apure nada e quando houver apuração, o resultado já é conhecido, pois temos um claro e recente exemplo do Senador Renam Calheiros, onde o Conselho de Ética, por duas vezes emitiu parecer de que houve quebra de decoro parlamentar, no entanto o plenário o absolveu.
Pelo visto, este pode ser um dos motivos de que o Senador Garibaldi não quer que se apure nada; apesar de que, em assim agindo, não está seguindo as normas da casa.
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Rui Ruz Caputi Caputi (711) 19/08/2008 15h58
Rui Ruz Caputi Caputi (711) 19/08/2008 15h58
O Garibaldi faz muito mal em poupar o Efraim. Fraude em licitação é um eufemismo para furto, roubo, desvio de verba. Novamente os colarinhos brancos são poupados! Não importa quem seja, tem que pagar por seus delitos cruéis para com a Nação. O Democratas também está bem quietinho, mas o povo não está contente, é um mau exemplo que está sendo dado, a nossos jovens. Como podemos ter capacidade de punir os coitadinhos e pobres da nação que lotam os carceres. Quando poupamos os engomados , cheirosos e influentes? Se a cabeça do Severino rolou, o mandato do Senador Efraim também tem que ser colocada em discussão. Não importa que de trabalho, que isso ou aquilo.
O dinheiro suado de nossos impostos foi maculado, desviado e roubado, o povo quer que seja feita a justiça. O Senador Garibaldi, não tem autorização popular para fazer vistas grossas e dar perdão a ninguem! Não foi investido com esse poder. O povo quer que a mesma justiça aplicada com rigos a nós pobres mortais pagadores suados de impostos, seja equanimemente aplicada ao Senador Efraim. Ninguem pode ser mais intocável neste país, seja quem for! Só Deus e Jesus Cristo são intocáveis, o restante, e todo o mundo, precisa responder por seus atos ante a justiça! Não a impunidade!
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