Antigas celas do Dops dão lugar a Memorial da Resistência, em SP
da Folha Online
As antigas celas do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), palco de um dos piores momentos da história do país, deram lugar ao Memorial da Resistência, em São Paulo. O local havia sido reaberto em 2002 com o nome de Memorial da Liberdade. Mas mudou de nome a pedido de ex-presos políticos que discordavam do "liberdade". Era lá que os presos políticos eram levados para serem interrogados --e acabavam sendo torturados.
| Arquivo Nacional |
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| Imagem dos presos políticos que foram trocados pelo embaixador americano Elbrick |
A mudança de nome ocorreu nesta quinta-feira (1º), quando Secretaria de Estado da Cultura inaugurou a exposição fotográfica "Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura no Brasil: 1964-1985".
A data de abertura da exposição coincide com os 40 anos da revolta estudantil de maio de 1968 e com os 60 anos da Declaração dos Direitos do Homem.
Claudinéli Moreira Ramos, coordenadora da UPPM (Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico), diz que o fato da exposição ocorrer nas celas do Dops mostra que as novas funções culturais do edifício --a Estação Pinacoteca-- não representam o esquecimento do que ocorreu no local na época da ditadura.
"A exposição marca uma atuação cada vez mais incisiva do Memorial da Resistência em dar visibilidade à memória da resistência e da repressão, apresentando ao público em geral e, em especial, às novas gerações, um lado da história recente do país que pouca gente conhece e que teve muita importância na luta pela reafirmação da democracia", afirma a diretora.
A exposição reúne painéis compostos por 110 fotografias, com 1,60m de altura e uma extensão de 70 metros lineares.
No local haverá visitas guiadas uma vez por semanas, que serão monitoradas por ex-presos políticos. A programação inclui palestras, debates e apresentações de vídeo uma vez por mês, aos sábados, no auditório da Estação Pinacoteca.
A exposição pode ser vista na Estação Pinacoteca, no largo General Osório, 66, Luz, região central de São Paulo, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30. A entrada é grátis. Mais informações pelo telefone 0/xx/11 3337-0185.
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