Ex-ministro de FHC diz que administração de Kassab é tucana
da Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na semana passada que apóia a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Mas quatro de seus ex-ministros e seguidores seguem firmes na administração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), informa a coluna de Mônica Bergamo desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
São eles: Andrea Matarazzo (Subprefeituras), Clóvis Carvalho (Governo), Caio de Carvalho (SP Turismo) e José Gregori (presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos).
De acordo com a coluna, questionado sobre em quem votaria para prefeito de São Paulo, Gregori respondeu que a gestão de Kassab é tucana. "Os tucanos nunca foram tão bem tratados como nessa administração", disse ele à coluna.
O secretário municipal de Esportes, Walter Feldman (PSDB), disse ontem que vai contestar a reunião do Diretório Municipal do PSDB, que se reúne hoje para avaliar a proposta de lançamento da candidatura própria nas eleições de outubro. A proposta prevê uma chapa encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo Feldman, o Diretório Municipal não tem poder estatutário para tomar essa decisão, que deveria ser tomada na convenção do partido. "Nós vamos entrar com representação junto à direção do Diretório Municipal dizendo que do ponto de vista estatutário nenhuma decisão, nenhuma deliberação pode ser tomada amanhã", disse o secretário.
Feldman pertence à ala serrista-kassabista do PSDB --formada por defensores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) numa chapa que teria um tucano como vice. O secretário afirma que possui mais de 400 assinaturas a favor da manutenção da aliança PSDB-DEM. "Já temos também mais de 400 assinaturas a favor da aliança, o que significa um terço dos delegados que deverão votar em convenção", afirmou.
Mas o Movimento Tucanos Pró-São Paulo, que defende candidatura de Alckmin, divulgou nota na noite deste domingo contestando Feldman. No documento, o movimento ressalta que reuniu 47 dos 51 diretórios zonais e todos apoiaram a candidatura própria em São Paulo e pede para Feldman recuar.
"Walter Feldman, não insista com esta tese de divisão em nosso partido, criado por poucos, e que não sabemos a quais interesses atendem, ao não ser aos de projetos pessoais e egoístas dos mesmos", diz o documento.
Leia a coluna de Mônica Bergamo na edição de hoje da Folha.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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