Brasil
05/05/2008 - 11h09

Kassabistas tentam derrubar reunião do PSDB; grupo de Alckmin reage

FABIANA FUTEMA
editora de Brasil da Folha Online

O grupo tucano-kassabista se articula para derrubar a reunião do Diretório Municipal do PSDB, que deve oficializar hoje à noite a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Liderados pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman (PSDB), o grupo afirma que a reunião de hoje não tem poder para lançar a candidatura de Alckmin.

"Estou dando entrada hoje numa representação para contestar a reunião do diretório. A carta de convocação da reunião diz que ela vai discutir o processo de sucessão na capital paulista. Em nenhum momento diz que vai lançar a pré-candidatura de Alckmin", disse Feldman por telefone para a Folha Online.

Numa outra frente, segundo Feldman, a bancada dos vereadores do PSDB na Câmara Municipal deve convocar uma entrevista coletiva para hoje à tarde para manifestar a divisão do partido em relação à candidatura própria nas eleições municipais de São Paulo.

"Sabemos que o PSDB está dividido. A maior parte da bancada defende a manutenção da aliança do PSDB com o DEM em vez de impor a candidatura própria tucana", disse Feldman.

O grupo tucano-kassabista pretende apresentar hoje um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas em favor da manutenção da aliança. O abaixo-assinado prevê apoio à reeleição de Kassab em 2008 e à candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010.

O deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), um dos articulares da campanha de Alckmin, minimiza a ação do grupo kassabista. "Temos maioria folgada para aprovar a candidatura própria do PSDB. Não tem divisão nenhuma. Isso já está definido."

Tucanos-alckmistas ouvidos pela Folha Online afirmam que os kassabistas são minoria dentro do partido e são representados apenas por aqueles que estão na administração municipal. Para eles, o grupo pretende vender a falsa idéia de que o PSDB está dividido.

O Movimento Tucanos Pró-São Paulo, que defende candidatura própria de Alckmin, divulgou nota na noite deste domingo contestando Feldman. No documento, o movimento ressalta que reuniu 47 dos 51 diretórios zonais e todos apoiaram a candidatura própria em São Paulo.

"Walter Feldman, não insista com esta tese de divisão em nosso partido, criado por poucos, e que não sabemos a quais interesses atendem, ao não ser aos de projetos pessoais e egoístas dos mesmos", diz o documento.

Comentários dos leitores
Afonso Ueno (24) 11/10/2008 21h25
Afonso Ueno (24) 11/10/2008 21h25
Em 2010, LULA Senador.E FHC,para Deputado.São Paulo precisa deles. sem opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (894) 10/10/2008 21h37
Rui Ruz Caputi Caputi (894) 10/10/2008 21h37
Aqui em Sampa já estamos perdendo toda a graça de discutir a eleição. O Kassab leva essa, a Marta terá que aguardar mais 4 longos anos. A dúvida nossa agora é de quanto vai ser o placar. Eu penso que o Kassab deverá passar os 60%.

Já no Rio o Gabeira da dando um show de bola. A Marina Silva sabe o que é bom para o Brasil. O Niemayer também. Agora só falta o povo!
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Antonio Fouto Dias (1722) 10/10/2008 21h33
Antonio Fouto Dias (1722) 10/10/2008 21h33
O Presidente Lula apoiar Eduardo Paes é realmente estranho, apesar de que em polítca pelo visto vale tudo para se tentar evitar uma eventual vitória de quem não se deseja no poder.
Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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