Kassabistas tentam derrubar reunião do PSDB; grupo de Alckmin reage
FABIANA FUTEMA
editora de Brasil da Folha Online
O grupo tucano-kassabista se articula para derrubar a reunião do Diretório Municipal do PSDB, que deve oficializar hoje à noite a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Liderados pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman (PSDB), o grupo afirma que a reunião de hoje não tem poder para lançar a candidatura de Alckmin.
"Estou dando entrada hoje numa representação para contestar a reunião do diretório. A carta de convocação da reunião diz que ela vai discutir o processo de sucessão na capital paulista. Em nenhum momento diz que vai lançar a pré-candidatura de Alckmin", disse Feldman por telefone para a Folha Online.
Numa outra frente, segundo Feldman, a bancada dos vereadores do PSDB na Câmara Municipal deve convocar uma entrevista coletiva para hoje à tarde para manifestar a divisão do partido em relação à candidatura própria nas eleições municipais de São Paulo.
"Sabemos que o PSDB está dividido. A maior parte da bancada defende a manutenção da aliança do PSDB com o DEM em vez de impor a candidatura própria tucana", disse Feldman.
O grupo tucano-kassabista pretende apresentar hoje um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas em favor da manutenção da aliança. O abaixo-assinado prevê apoio à reeleição de Kassab em 2008 e à candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010.
O deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), um dos articulares da campanha de Alckmin, minimiza a ação do grupo kassabista. "Temos maioria folgada para aprovar a candidatura própria do PSDB. Não tem divisão nenhuma. Isso já está definido."
Tucanos-alckmistas ouvidos pela Folha Online afirmam que os kassabistas são minoria dentro do partido e são representados apenas por aqueles que estão na administração municipal. Para eles, o grupo pretende vender a falsa idéia de que o PSDB está dividido.
O Movimento Tucanos Pró-São Paulo, que defende candidatura própria de Alckmin, divulgou nota na noite deste domingo contestando Feldman. No documento, o movimento ressalta que reuniu 47 dos 51 diretórios zonais e todos apoiaram a candidatura própria em São Paulo.
"Walter Feldman, não insista com esta tese de divisão em nosso partido, criado por poucos, e que não sabemos a quais interesses atendem, ao não ser aos de projetos pessoais e egoístas dos mesmos", diz o documento.
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Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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