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Brasil
05/05/2008 - 16h30

Garibaldi admite possibilidade de Dilma falar sobre dossiê mas quer evitar disputa

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje esperar que o depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Comissão de Infra-Estrutura da Casa nesta quarta-feira não se transforme num palco de disputa entre governo e oposição. O senador considerou legítimo, porém, que parlamentares do DEM e PSDB aproveitem a presença da ministra para questioná-la sobre o dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"A ministra será ouvida necessariamente pela Comissão de Infra-Estrutura, mas há possibilidade de que se estenda sua audiência a perguntas vinculadas aos cartões corporativos. Mas eu não acredito em ocorrência na sessão que cause agressões à ministra ou qualquer tumulto ou anormalidade", afirmou.

Apesar dos apelos de Garibaldi, a oposição promete endurecer o tom sobre Dilma para que a ministra explique o dossiê anti-FHC. "Elegância não pode se confundir com fiasco. Seremos elegantes, mas duros se for necessário", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Segundo o parlamentar, a oposição quer respostas diretas de Dilma sobre a montagem do dossiê. O tucano disse esperar que o governo não encontre um "bode expiatório" para assumir a responsabilidade sobre o dossiê com o objetivo de isentar a ministra de culpa no episódio --uma vez que o Palácio do Planalto se articula para responsabilizar a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, pela operação dossiê.

"Sempre a corda arrebenta para o lado mais fraco e o governo procura um bode expiatório. A Erenice atua sob o comando da ministra Dilma. Se a ministra não for responsável, tem que se responsabilizar quem foi, mas o Palácio do Planalto não é casa de Irene, alguém sempre dá ordem."

CPI Cartões

Garibaldi disse não acreditar que o depoimento da ministra à comissão dê um fim às investigações sobre o dossiê nem no que diz respeito ao mau uso dos cartões corporativos pelo governo federal. "Eu acho que os esclarecimentos prestados vão contribuir para que a CPI [dos Cartões Corporativos] possa deslanchar e ter seu curso desenvolvido. Mas encerrar mesmo as investigações cabe à CPI", afirmou.

Dias também afirmou que prefere esperar a conclusão das investigações da Polícia Federal sobre o dossiê antes de tirar conclusões a respeito do episódio. "Eu prefiro aguardar a Polícia Federal, que tem independência."

Comentários dos leitores
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
Certo...então na manchete é dossiê, mas a reportagem fala de "suposto" dossiê...por essas manchetes é que a imprensa vai destruindo sua credibilidade. sem opinião
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Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Texto no corpo da Folha.
"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
1 opinião
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Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Agora vamos ter que aturar o cousuismo de um capacho no TCU. Se antes eles já faziam pouco em verificar as contas e aceitar todas as explicações dadas para explicar o que era inexplicável. Agora com essa nava aquisição nem de explicação irão necessitar.
Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
sem opinião
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