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Brasil
06/05/2008 - 08h54

Tucanos trocam insultos, e Alckmin é lançado em SP

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CATIA SEABRA
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

Após uma reunião tensa, marcada por bate-bocas e troca de insultos, o ex-governador Geraldo Alckmin foi indicado ontem à noite pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo pelo presidente do diretório paulistano do partido, José Henrique Reis Lobo.

A indicação terá de ser referendada na convenção do partido que deve ocorrer, segundo a lei eleitoral, até o final de junho. A candidatura não chegou a ser submetida aos 71 membros do diretório, como estava programado e era a expectativa de Alckmin e de seu grupo, que planejavam transformar o encontro em uma festa.

Mas tucanos que defendem o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) devem recorrer da decisão, enfrentar Alckmin na convenção e aprofundar a divisão do partido. Serão 1.228 delegados aptos a votar. Uma contraproposta terá de reunir 30% desse total.

Por volta das 22h30, Lobo evocou prerrogativas de seu cargo e de uma resolução do diretório nacional do partido para referendar a decisão tomada pela Executiva Municipal semana passada, que lançou Alckmin candidato.

"Comunico a todos vocês que a Executiva do diretório municipal do PSDB, cumprindo os seus compromissos e respeitando a vontade manifesta da militância e da base partidária, vai levar à convenção municipal do PSDB o nome de Geraldo Alckmin", anunciou Lobo.

Imediatamente o grupo capitaneado pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e pelo vereador Gilberto Natalini, que defendeu na reunião a desistência de Alckmin em prol da reeleição de Kassab, acusou Lobo aos gritos: "Arbitrário, arbitrário".

Kassab era vice de José Serra até 2006, quando o tucano deixou a administração municipal para vencer a eleição ao governo do Estado. O staff "serrista", do qual Feldman faz parte, permanece na prefeitura e defende a aliança com o DEM.

Alckmin chegou à sede do diretório, no centro de São Paulo, logo após o anúncio de Lobo. "A Executiva apresentou por unanimidade [a candidatura própria]. É preciso respeitar a maioria", disse ele. Questionado sobre a divisão do partido, contemporizou: "Na campanha vai estar todo mundo junto".

O deputado federal Julio Semeghini, colaborador de Alckmin, sintetizou a sensação de seu grupo: "Estou feliz, mas preocupado. Amanhã é dia de juntar os cacos".

À tarde, a bancada do PSDB na Câmara Municipal havia anunciado que pretende enfrentar Alckmin, no voto, na convenção do partido.

Insultos

A reunião começou por volta das 20h, e Feldman foi um dos primeiros a discursar. "É muito estranho que uma candidatura comece assim. A única unidade possível se dá em torno da desistência de Geraldo Alckmin", afirmou ele, embaixo das vaias e dos gritos de "vendido" dos militantes que apóiam o ex-governador e que lotaram o espaço reservado à platéia na sede do PSDB paulistano.

Ao final, foi oferecido um churrasco "de comemoração". Para o grupo pró-Kassab, foi uma forma de atrair "claque".

O vereador Tião Farias rebateu: "Aliança com o DEM e com o Quércia não dá. Walter [Feldman], o PSDB tem que ser a cabeça de qualquer coligação".

Kassab anunciou aliança com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), desafeto do governador Mario Covas, morto em 2001 e de quem Farias era um dos auxiliares mais próximos. O clima esquentou ainda mais e houve um princípio de tumulto, só controlado após a intervenção de Lobo.

"Nosso compromisso é com São Paulo, com a população", tentava justificar Feldman.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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