Aécio diz acreditar em revisão do veto do PT à aliança com tucanos em Minas
da Folha Online
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que estava contente com o fato do PSB querer manter a aliança com os tucanos nas eleições de Belo Horizonte. Essa parceria vinha sendo costurada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e previa uma composição em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB).
Mas a Executiva Nacional do PT vetou essa aliança. "Estranho seria se o PSDB, que está aqui conosco desde o início do nosso primeiro mandato, colhendo conosco os frutos dessa nossa administração, de uma hora para outra se visse, em razão da direção e da posição nacional de um outro partido, impedido de construir uma aliança conosco. Isso seria esdrúxulo, seria incompreensível na política", disse Aécio ontem.
O governador mineiro afirmou que acredita num recuo por parte do PT em relação ao veto na eleição de Belo Horizonte. "Acho que a decisão que ali foi tomada é uma decisão intempestiva e eu espero que, com reflexão, e, sobretudo, com respeito à decisão local do partido, ela possa ser revista."
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EXCELENTE, PORTANTO, A DECISÃO DO STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) DE APROVAR A SÚMULA VINCULANTE, QUE PROÍBE O NEPOTISMO NO SERVIÇO PÚBLICO NOS TRÊS PODERES: EXECUTIVO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO. COM ISSO, OS POLÍTICOS TAMBÉM FICAM PROIBIDOS DE CONTRATAREM PARENTES ATÉ 3º GRÁU, ACABANDO, ASSIM, COM A FARRA DO 'TREM DA ALEGRIA', OU SEJA, DE PAGAREM COM DINHEIRO PÚBLICO, FILHOS, IRMÃOS, SOGROS, SOBRINHOS, PRIMOS, ENFIM, FAMILIARES 'COMPETENTES'.
PORÉM, PREOCUPADOS, OS POLÍTICOS ESTÃO SE MOBILIZANDO PARA, NA BASE DO 'JEITINHO BRASILEIRO', CRIAR COTAS PARA PARENTES OCUPAREM CARGOS DE CONFIANÇA. TAL PREOCUPAÇÃO CORROBORA COM UMA ANTIGA DENÚNCIA DANDO CONTA DE QUE ALGUNS VEREADORES, DEPUTADOS (ESTADUAIS E FEDERAIS) E ATÉ SENADORES DA REPÚBLICA UTILIZAM A VERBA DE GABINETE PARA 'ENGORDAR' OS PRÓPRIOS RENDIMENTOS NA MEDIDA EM QUE FICAM COM PARTE DOS SALÁRIOS DOS PARENTES CONTRATADOS PARA 'ASSESSORÁ-LOS'. A PARTIR DESSA PROIBIÇÃO É NECESSÁRIO FISCALIZAR NO SENTIDO DE VERIFICAR, SE OS 'CABIDES DE EMPREGO', PELO MENOS COMPARECEM PARA 'TRABALHAR'.
O STF PODIA PRESTAR OUTRO GRANDE SERVIÇO À NAÇÃO EXTERMINANDO A VERBA DE GABINETE, UM PRIVILÉGIO QUE OS POLÍTICOS 'ADQUIRIRAM' NA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR. AFINAL, A CONTRATAÇÃO DE PARENTES POR PARTE DOS POLÍTICOS, POR SÍ SÓ, DEMONSTRA QUE ESSA TAL VERBA É COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIA PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR.
DARCI SEKIYA - O REPÓRTER
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