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Brasil
06/05/2008 - 15h52

Corregedoria da Câmara vai investigar Paulinho por desvio em empréstimos do BNDES

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiu nesta terça-feira autorizar a Corregedoria da Casa Legislativa a investigar as denúncias contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. Chinaglia encaminhou para a corregedoria matérias de jornais que apontam o suposto envolvimento de Paulinho com um esquema de desvio de empréstimos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e também com a exploração sexual de mulheres.

O deputado disse, porém, que a corregedoria vai analisar "globalmente" as denúncias contra o parlamentar --que podem apontar também o envolvimento de outros deputados no esquema. "A gente não faz o envio citando apenas um parlamentar, você pega todo o noticiário", explicou Chinaglia.

O corregedor tem autonomia para pedir explicações ao parlamentar, ou mesmo arquivar o caso. Mas não tem prazo previsto pelo regimento da Câmara para encerrar as investigações.
O corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), tradicionalmente não dá continuidade às investigações quando as denúncias são baseadas em notícias veiculadas pela imprensa.

A Folha Online apurou que o argumento para o "engavetamento" dos processos é baseado no fato de que notícias de jornais não permitem conclusões a respeito das irregularidades levantadas contra parlamentares.

Se o corregedor autorizar a investigação, encaminha o processo para a Mesa Diretora da Câmara --a quem cabe decidir se enviará representação contra o deputado ao Conselho de Ética da Câmara.

Chinaglia defendeu que o corregedor trabalhe no eu ritmo habitual, sem esforço para antecipar ou retardar as investigações. "Não pode ser algo relâmpago, bem algo com que se fique eternamente."

Pronunciamento

Paulinho prometeu discursar esta tarde no plenário da Câmara para apresentar a sua versão sobre as denúncias. Chinaglia defendeu que Paulinho se antecipe às investigações e apresente suas explicações sobre as denúncias para evitar novas especulações. "É útil para ele ter a possibilidade de apresentar as suas explicações", afirmou.

O presidente da Câmara disse estar disposto a ceder a palavra ao parlamentar quando Paulinho decidir apresentar suas explicações ao colega. "Ouvi comentários dele de que gostaria de usar a palavra em plenário. Se pedir, vou conceder. Acho bom para ele", afirmou.

Chinaglia disse que vai instalar, nesta quarta-feira, comissão especial na Câmara para analisar a PEC (proposta de emenda constitucional) que acaba com o foro privilegiado para os deputados e senadores --o que permite que processos criminais contra parlamentares tramitem na Justiça comum.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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