Brasil
06/05/2008 - 16h12

Após apelos, ministro do STF prepara voto sobre demarcação em reserva indígena

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro-relator das ações sobre a demarcação de terra da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) no STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, prepara-se para entregar seu voto sobre o assunto na próxima semana. A Folha Online apurou que ele entregará o voto ao presidente da Corte, Gilmar Mendes, que definirá quando o assunto deve ser colocado em pauta. A idéia é julgar as ações até o começo de junho.

Ayres Britto se reuniu hoje com o governador de Roraima, José de Anchieta (PSDB), e ouviu dele apelos para que o STF apresente uma solução para o impasse na região da reserva. Ontem, a crise na reserva aumentou com o confronto entre arrozeiros e indígenas.

Nesta terça-feira, o ministro Tarso Genro (Justiça) seguiu para a reserva onde foi supervisionar a área de conflito. Antes de viajar conversou com Ayres Britto, informando que a PF (Polícia Federal) vai apurar responsabilidades sobre o conflito.

Segundo o governador, há cerca de 300 policiais federais deslocados para a missão na reserva. A orientação, segundo o Ministério da Justiça, é para que os homens atuem para garantir a ordem, mas não há recomendações para a retirada dos produtores de arroz.

No mês passado, o STF, em decisão liminar, determinou a suspensão da ação da PF na reserva Raposa/Serra do Sol. A decisão causou críticas de Tarso. Mas a Corte ainda não definiu sobre o mérito do processo que envolve a polêmica região.

Produtores de arroz e indígenas disputam as terras da reserva. Por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homologada a delimitação de forma contínua na região, o que obriga os arrozeiros, que estão na área, a deixarem suas terras.

Em meio ao impasse, os conflitos na reserva se tornaram constantes. A favor da manutenção dos arrozeiros, o governador de Roraima disse que não iria interferir porque se tratava de uma área federal. O comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, criticou duramente a política indigenista adotada pelo governo federal. Foi chamado a Brasília para prestar explicações, mas não receber advertência alguma por suas declarações.

Comentários dos leitores
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. sem opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 1 opinião
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Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Se o Estado falha em comparecer e dar proteção a estes silvícolas acho, em minha opinião, que eles tem todo direito de se organizarem e de se protegerem.
E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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