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Brasil
06/05/2008 - 17h03

Executiva do PDT quer evitar punição precipitada contra Paulinho da Força

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Executiva Nacional do PDT não pretende determinar punições ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de empréstimos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O presidente do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), adiantou nesta terça-feira que a legenda pretende esperar as investigações da PGR (Procuradoria Geral da República) sobre o caso para não cometer nenhuma "injustiça" contra o deputado.

"Qualquer membro poderá tomar a iniciativa de propor alguma punição, mas não me parece que seja o caso. Sequer a investigação foi aberta, sequer o procurador-geral da República, que tem competência constitucional para autorizar a investigação, se manifestou. Se nós tomássemos alguma atitude agora, estaríamos prejulgando e poderíamos cometer uma grande injustiça contra o deputado", afirmou.

Cunha disse que o PDT não pode agir de forma precipitada --com a aplicação de penalidades ao parlamentar-- porque a PGR pode concluir que Paulinho é inocente nas acusações.

"Imagine que o PDT puna e depois o procurador-geral arquive o caso. Isso é possível que aconteça. Então, não podemos nos precipitar. Temos que aguardar aquele que tem competência constitucional par autorizar ou não a abertura das investigações que se manifeste."

O presidente do PDT considerou "estranho" que as denúncias contra Paulinho tenham sido reveladas na véspera do Dia do Trabalho, em 1º. de maio, uma vez que o parlamentar é presidente nacional da Força Sindical. "Há outro argumento que nos parece convincente, de que até agora [o deputado] não teve acesso sequer aos autos do inquérito. Como alguém pode exercer na plenitude o seu direito de defesa se não tem acesso ao teor das acusações?", questionou.

Cunha disse que vai aguardar tanto a posição da PGR quanto o pronunciamento de Paulinho, marcado para a tarde de hoje no plenário da Câmara, antes de decidir sobre o futuro político do parlamentar. Mas negou que o partido já tenha decidido inocentar Paulinho das acusações.

"É evidente que a direção do partido seguirá atenta os desdobramentos dos fatos. Não transigimos com princípios éticos. A direção será rigorosa para exigir não só do deputado Paulo Pereira, mas dos filiados, uma conduta compatível com a nossa tradição que é de rigorosa observância dos princípios da probidade administrativa e da moralidade pública."

Definição

A Executiva Nacional do PDT se reúne esta noite para discutir as denúncias contra Paulinho. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) defende que Paulinho se afaste temporariamente do partido, mas a Folha Online apurou que o senador não deve estar presente na reunião por ser uma das vozes da legenda favoráveis a punições imediatas ao parlamentar em meio à maioria favorável ao deputado.

O partido tem autonomia para aplicar punições como advertência verbal, licença temporária da legenda e até mesmo a perda do mandato, embora Cunha já tenha adiantado que o PDT não pretende aplicar sanções a Paulinho neste momento.

O parlamentar teve o nome envolvido nas investigações realizadas pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza sobre um esquema de desvio de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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