Paulinho diz que vai colocar seus sigilos à disposição da Procuradoria
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, vai colocar nesta terça-feira à disposição da PGR (Procuradoria Geral da República) os seus sigilos bancário, fiscal e telefônico com o objetivo de mostrar que não teme as investigações do órgão sobre a sua participação em um esquema de desvio de empréstimos do BNDES.
A Folha Online apurou que a estratégia de defesa do parlamentar foi traçada em almoço, nesta terça-feira, com a presença da cúpula do PDT.
O presidente do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), disse que o partido esperava essa atitude do parlamentar para mostrar que não está envolvido nas acusações. "O deputado Paulinho vai colocar perante essa autoridade, à disposição, seus sigilos tanto bancário quanto telefônico e fiscal. Essa é a postura que nós esperávamos dele. É postura de quem não deve e não teme essas investigações", afirmou Cunha.
O Ministério Público Federal aguarda cópias das investigações sobre a Operação Santa Tereza, nas quais o deputado teve o nome envolvido nas investigações realizadas pela Polícia Federal sobre um esquema de desvio de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Se houver suspeitas contra o deputado, o procurador-geral da República deve optar pela abertura de inquérito para apurar as denúncias.
A Justiça Federal de São Paulo aceitou pedido do Ministério Público e deve enviar ao STF (Supremo Tribunal Federal) cópias dos autos da Operação Santa Tereza. Depois que o STF receber os documentos da PF, será escolhido (por meio de sorteio) o ministro que vai ser o relator da ação. Este ministro decidirá se deve ou não ser aberto inquérito para investigar o caso das denúncias de Paulinho --caso o procurador defina pela instauração do inquérito.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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