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Brasil
06/05/2008 - 17h55

Em discurso na Câmara, Paulinho ironiza ação da PF e diz ser vítima de perseguição

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Acusado de irregularidades envolvendo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, ocupou hoje a tribuna do plenário da Câmara para se defender. Por dez minutos, Paulinho ironizou a ação da Polícia Federal, na qual é citado nas investigações, e disse ser vítima de perseguição por defender os interesses e direitos dos trabalhadores. Mas não apontou nomes de seus virtuais algozes.

"Primeiro, te acusam para depois você ter de provar sua inocência", disse Paulinho, na tribuna. "Na votação da emenda 3, muita gente disse que ia me pegar na esquina. [Lutei] pelo aumento do salário mínimo. Eu sei por que estou apanhando", afirmou o deputado.

Em seguida, Paulinho relacionou uma de outras "conquistas" que defendeu, como mudanças na tabela do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) e a regulamentação do comércio aos domingos.

Ironia

Irônico, Paulinho tentou chamar a atenção dos colegas parlamentares ao criticar a ação da PF na Câmara, quando foram feitas imagens e gravações de um suposto lobista que manteria contatos com o deputado. As gravações foram registradas durante as investigações da Operação Santa Tereza, que desbaratou um esquema de irregularidades envolvendo fraudes no BNDES e exploração sexual de mulheres.

"Se a Polícia Federal disse que o 'cara' entrou na minha sala e na do [deputado] Henrique [Eduardo] Alves [PMDB-RN] com uma mochila por que não prendeu o 'cara' se estava cheio de dinheiro?", reagiu o deputado.

Paulinho disse ainda que as citações sobre ele no inquérito da PF são infundadas. De acordo com ele, houve gravações de conversas entre assessores que faziam menção a ele e não o envolviam diretamente. "Estou à disposição da Corregedoria Geral da Câmara", disse ele.

Manifestações

No momento em que Paulinho discursou, 298 deputados haviam registrado presença. Alguns acompanhavam com atenção o pronunciamento. Antes de ocupar a tribuna para o pronunciamento, o deputado cumprimentou um a um dos colegas. Foi até o café --que fica ao lado do plenário-- para falar com os demais. Mas apenas o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o líder e presidente nacional do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS) se manifestaram.

Chinaglia afirmou ter optado pelo envio do pedido de investigação à Corregedoria Geral da Câmara para que o tema seja investigado, mas isso não significa que ele já tenha uma opinião formada sobre o assunto. "Não é absolvição nem condenação antecipada", afirmou o petista.

Vieira da Cunha elogiou a atitude de Paulinho, que resolveu autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. "É uma postura transparente de quem não deve nada", afirmou o líder.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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