Governistas mantêm estratégia de questionar Dilma somente sobre o PAC
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A base aliada do governo vai manter a estratégia de abordar exclusivamente o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal no depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Comissão de Infra-Estrutura do Senado amanhã.
Embora Dilma já tenha sinalizado que vai responder a todas as perguntas no depoimento, a estratégia dos governistas é deixar para a oposição as perguntas sobre o vazamento de informações na Casa Civil que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Não tem estratégia, mas a ministra vai falar sobre o PAC. Tudo vai depender dos termos em que as coisas forem colocadas. Estamos tranqüilos, sem angústia, sem agonias. A oposição pode perguntar o que quiser, o regimento do Senado diz que a exposição dela é sobre o PAC", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
A ministra vai levar para a reunião apresentações em power point com informações sobre o PAC, o que deve estender a sua exposição inicial por mais tempo que a meia-hora prevista pelo regimento do Senado. Jucá disse que pediu à ministra para levar os gráficos para que a oposição tenha todos os detalhes sobre o PAC.
Bem-humorado, o senador admitiu que os gráficos poderão "cansar" a oposição antes do início dos questionamentos a Dilma, uma vez que a ministra é conhecida pelas suas longas apresentações com gráficos computadorizados. "Os números são muito importantes, a oposição tem que receber essa gama de informações. Isso é para atender a oposição, não podemos deixá-los sem informações", ironizou Jucá.
O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que a disposição da oposição é concentrar o depoimento de Dilma no dossiê. "É o grande momento para a ministra esclarecer esse assunto. Ou então ela terá que se submeter a outras instâncias no Congresso. Se tiver argumentos, pode pôr um ponto final nesse assunto, ou não", disse.
Apesar da disposição em endurecer o tom contra Dilma, Agripino garantiu que a oposição será cordial com a ministra. "Não pense ela que o assunto [dossiê] não será abordado. Não haverá arrogância nem desrespeito, mas não faltará energia nas cobranças", afirmou.
O presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), disse que não vai cercear a liberdade da oposição nos questionamentos à ministra. Mas admitiu que, no requerimento de convocação, está previsto que Dilma fale somente sobre o PAC.
"Vamos conduzir a sessão de forma equilibrada, respeitosa. O objetivo é debater o PAC, mas também não vamos cercear a liberdade de cada senador, nem podemos fazer isso. Vou manter a imparcialidade", afirmou.
Perillo disse que, inicialmente, Dilma terá meia-hora para falar sobre o PAC. Em seguida, vai ceder a palavra ao autor do requerimento, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), para realizar os questionamentos à ministra. Na terceira etapa da audiência, os demais parlamentares poderão fazer perguntas a Dilma.
O senador disse que vai esperar o depoimento da ministra para definir se manterá a convocação de Dilma à comissão para falar exclusivamente dos cartões corporativos e dossiê.
Em um cochilo dos governistas, a oposição conseguiu aprovar outro requerimento de convocação para que a ministra fale sobre esses dois assuntos, mas Jucá prometeu recorrer da sua aprovação. "Vai depender se esses assuntos vão ser tratados, ou não, no depoimento. O que o Senado e a sociedade esperam é que essas questões sejam esclarecidas", afirmou Perillo.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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