Brasil
06/05/2008 - 21h01

Fazendeiro acusado de matar Dorothy Stang é absolvido em Belém

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colaboração para Folha Online

O Conselho de Sentença da 2ª Vara de Júri de Belém absolveu nesta terça-feria --por cinco votos a dois-- o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida. Ele era acusado de participação no assassinato da missionária Dorohty Stang, em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, sudoeste do Pará.

A sentença foi expedida às 20h de hoje depois de dois dias de julgamento presidido pelo juiz Raimundo Moisés Flexa. Ele afirmou em sua sentença que faltavam provas para condenar Vitalmiro. O promotor Edson Souza afirmou que vai se manifestar dentro de cinco dias.

Acusação
Vitalmiro foi acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy, enquanto Rayfran das Neves Sales, condenado a 28 anos de reclusão, é o assassino confesso.

Antes da sentença de hoje, eles haviam sido condenados a mais de 20 anos de prisão em um primeiro julgamento, mas obtiveram o direito a um novo júri popular. Enquanto Vitalmiro foi condenado a 30 anos de prisão em maio de 2007, Rayfran foi condenado a 27 anos em dezembro de 2005.

Em outubro do ano passado, Rayfran teve a sentença confirmada em um segundo julgamento, mas sua defesa conseguiu anulá-lo, alegando falhas técnicas.

Dorothy

Dorothy, americana naturalizada brasileira, foi morta com seis tiros em fevereiro de 2005, em Anapu (PA), quando se dirigia a uma reunião com agricultores.

Segundo a acusação do Ministério Público, o fazendeiro contratou pistoleiros para matar a freira motivado pelo disputa de um lote de terra com agricultores sem-terra.

Outras duas pessoas já foram condenados pela morte de Dorothy. O agricultor Amair Feijoli da Cunha, o Tato, acusado de ter contratado os pistoleiros, foi condenado a 18 anos de prisão, após ter a pena reduzida por colaborar com as investigações. Clodoaldo Batista, que estava com Rayfran na hora do crime, foi condenado a 17 anos por co-autoria.

O pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ser o mandante do crime juntamente com Vitalmiro, foi pronunciado, mas recorreu e aguarda a decisão em liberdade. Ele nega a participação na morte.

 

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