Blindada por governistas, Dilma depõe hoje em comissão do Senado
da Folha Online
da Agência Folha
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) vai hoje à Comissão de Infra-Estrutura do Senado para falar sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Mas a oposição já avisou que deve fazer perguntas sobre o dossiê com informações sobre os gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em Belo Horizonte (MG), Dilma disse na segunda-feira que vai falar sobre qualquer assunto. "Vou falar sobre o que me perguntarem. Obviamente vou começar falando do PAC, porque é para isso que vou lá, mas aceito responder a qualquer pergunta", disse.
Questionada se teme ser pressionada pela oposição, afirmou, lacônica: "Não". Dilma negou também a existência de um dossiê. "Nós não fizemos dossiê. Fizemos um banco de dados. E é o que nós queremos saber, posto que eram informações privativas da Casa Civil. Queremos saber quem vazou."
Apesar da declaração de Dilma, a base aliada do governo vai manter a estratégia de blindar a ministra e fazer apenas perguntas sobre o PAC. O objetivo dos governistas é deixar para a oposição as perguntas sobre o vazamento de informações na Casa Civil que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Não tem estratégia, mas a ministra vai falar sobre o PAC. Tudo vai depender dos termos em que as coisas forem colocadas. Estamos tranqüilos, sem angústia, sem agonias. A oposição pode perguntar o que quiser, o regimento do Senado diz que a exposição dela é sobre o PAC", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
De acordo com o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL), o Planalto quer que o depoimento de Dilma à comissão seja o mais indolor possível. A coluna informa que Dilma deverá ser vaga, quando questionada sobre o dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ministro José Múcio (Relações Institucionais) espera agradar parte da oposição e dessa forma conseguir derrubar uma outra convocação para Dilma ir à comissão explicar o dossiê.
O depoimento de Dilma estava inicialmente marcado para o dia 30 de abril. Mas um acordo entre presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), adiou a oitiva. Com o feriado de 1º de maio, os senadores temiam que o Congresso esteja esvaziado para o depoimento da ministra.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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