Oposição pede que Dilma "abra o coração" e conte tudo sobre dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
No início do depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, a oposição fez um apelo para que ela revele todos os detalhes da montagem do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao invés de concentrar suas palavras apenas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que Dilma deve "abrir o coração" para contar "de uma vez por todas, sem contradições" o episódio que resultou na confecção do dossiê.
"Qualquer pergunta que se fizer aqui sobre PAC seria algo forçado, porque a legitimidade da sessão passa por Vossa Excelência abrir a sessão e o seu coração dizendo o que sabe, de uma vez por todas, sem a contradição de tantas figuras do governo", afirmou.
Virgílio chegou a ironizar as palavras ditas pela ministra de que "teria mais o que fazer" ao invés de comparecer ao Congresso. Mas elogiou o fato de Dilma ter cumprido a convocação dos parlamentares e prometeu questioná-la com respeito, sem ofensas.
"A ministra teria dito que tem mais o que fazer ao invés de vir ao Congresso. Mas a democracia é isto, um ministro tem que prestar contas ao Senado da República. O importante para o fato democrático é Vossa Excelência estar aqui, cumprindo um dever seu. Estamos aqui para ouvi-la, com respeito, questioná-la com firmeza, mas em nenhum momento perder o respeito", garantiu o tucano.
A convocação da ministra foi aprovada para que Dilma fale sobre o PAC, mas a oposição vai aproveitar sua presença na comissão para concentrar o foco no dossiê.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltou que o motivo principal da convocação é conceder à ministra a oportunidade de falar sobre o programa do governo. "A nossa posição é que a ministra apresente os dados sobre o PAC. A partir daí, qualquer senador tem liberdade para perguntar o que entender."
Mentiras
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), citou uma entrevista da ministra na qual ela reconhece que mentiu durante a ditadura militar para escapar de torturas físicas. Agripino disse que a mentira se justificava, na época, uma vez que o país vivia um regime de exceção. Mas comparou a confecção do dossiê com as práticas da ditadura e fez um apelo para que Dilma esclareça os fatos.
"Eu tenho medo de estarmos voltando ao regime de exceção. O Estado policialesco permite o Estado de exceção. O dossiê, na minha opinião e de muitos brasileiro, é o retorno do regime de exceção para encostar algumas pessoas na parede, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth Cardoso. Com todo o respeito, eu gostaria que dessa reunião resultasse o esclarecimento definitivo", disse Agripino.
Os governistas ficaram irritados com a comparação de Agripino, uma vez que indiretamente o democrata disse que Dilma seria capaz de mentir no episódio do dossiê como teria agido no período da ditadura.
"São águas passadas que construíram a identidade do país. A base do governo vai zelar pelo cumprimento do regimento com a maior tranqüilidade", afirmou Jucá.
Agripino reagiu à irritação dos senadores da base aliada do governo. "Quem falou que 'a gente mentia feito doido' nos depoimentos na época da ditadura foi a ministra, não nós. Estou condenando o regime de exceção. Entendo que, para sobreviver, Vossa Excelência teve que mentir muito. Não faço nenhum ilação adicional", justificou Agripino.
Leia mais
- Erramos: Oposição pede que Dilma "abra o coração" e conte tudo sobre dossiê
- Oposição questionará Dilma sobre baixa execução orçamentária do PAC
- Blindada por governistas, Dilma depõe hoje em comissão do Senado
- Governistas mantêm estratégia de questionar Dilma somente sobre o PAC
- CPI dos Cartões identifica dois casos de tráfico de influência em gastos públicos
- André Singer relata em livro formação do Partido dos Trabalhadores; leia introdução
Livraria
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
- Livro de Eliane Cantanhêde explica a origem do DEM
- Frederico Vasconcelos ensina como investigar governos, empresas e tribunais
Especial


Como no Mensalão o Senhor Luiz Inacio não viu nada não sabia de nada.
Eu vi o Ministro dos esporte dizer na televisão que o Presidente confiava nele e deu um cartão coorporativo para ser usado como ele queria, e agora ele usou e abusou não muito mas parece que devolveu, e a senhora do Racismo tambem devolveu os 170.000 que usou ninguem sabe como ninguem ainda provou como usou e a imprensa fala da tapioca que tapioca cara os restos dos 170.000,00 o que foi feito.
Mas esse governo deveria ir representar o Brasil nas Olimpiadas nas provas do achismo eles acham que tudo deve ser de acordo como eles querem e para seus interesses partidarios e pessois isso tudo nada mais é do que uma falta de ética e vergonha na cara dos integrantes desse Poder.
Esse poder que tem espionagem, que tem terrorismo cibernetico, que tem beneficios para os integrantes dos mesmos´, sendo o maior deles a criação de empregos e ministérios.
avalie fechar
O que o poder legislativo não consegue fazer, o poder judiciário executa.
Estou me referindo ao caso dossiê, considerando-se a blindagem, assim como a impunidade imposta por este governo, que antes de assumir o governo pedia apuração de tudo, entretanto hoje, só faz é bloquear qualquer tipo de investigação que supostamente possa apurar eventuais falcatruas ou ilícitos.
Ficou mais que provado de que o dossiê foi elaborado na Casa Civil e teve intenção de cercear a abertura da CPI dos cartões corporativos, utilizado como contra argumento, de que possuiam elementos que também comprometiam o governo Fernando Henrique, entretanto, não foi suficiente e a referida CPI foi instaurada.
Só restou ao governo blindar aqueles que convinham e jogar o foco ao vasamento e não à elaboração do mesmo.
Entretanto, se confirma de que a justiça pode tardar, mas está sempre presente e, neste contexto, nos resta apenas aguardar o desenrolar dos fatos e torcer para que se faça a verdadeira justiça.
avalie fechar
Nesse Governo NADA se vê, NADA se sabe, e NADA se faz. Nas investigações provavelmente NADA encontrarão. A "CANDIDATA" através da sua mega pasta também usa das mesmas armas, NADA sabe, NADA vê. NADA sabia do "Dossiê" que virou "banco de dados". NADA registrou das reuniões do "advogado compadre do homem" no caso da empresa de aviação. Depois disse que se NADA fizessem seria uma catástrofe nacional. E ainda fala que querem escandalizar o NADA. E o pior de tudo é que estão fazendo de tudo para que NADA os tire do poder. Eu como "simples mortal e brasileiro" NADA posso fazer, a não ser esperar até 2010, e com a unica coisa que me restou, mostrar a eles que a " festa" vai acabar.
avalie fechar