OAB critica absolvição de fazendeiro acusado de mandar matar Dorothy Stang
da Folha Online
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, criticou hoje a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, da acusação de ser o mandante do assassinato da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang.
"O aceno que o Judiciário dá é muito ruim. Um júri condena na pena máxima e o outro absolve completamente. Essa diferença pode e deve ser corrigida pelo Tribunal na segunda instância", disse Britto hoje.
Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que ele não é culpado do crime de homicídio doloso duplamente qualificado. Bida, que estava preso desde março de 2005, foi libertado por volta das 20h de ontem.
O julgamento de ontem foi o segundo de Bida. No primeiro, em maio de 2007, ele foi condenado a 30 anos de prisão. Como a pena ultrapassou 20 anos de prisão, ele teve direito a um novo júri popular.
Já o promotor Edson Cardoso de Souza disse à Folha Online que o júri não pode ser criticado pela decisão de absolver Bida. "O júri tomou sua decisão com base no que ouviu ontem. E o que eles ouviram foi uma pessoa [agricultor Amair Feijoli da Cunha, o Tato] ir lá e inocentar a outra [Bida]. Não dá para criticar."
Para Souza, a absolvição de ontem é resultado do depoimento de Tato, que testemunhou em defesa de Bida. Tato, acusado de ter contratado os pistoleiros para matar Dorothy, foi condenado a 18 anos de prisão, após ter a pena reduzida por colaborar com as investigações.
Com Agência Folha
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