Brasil
07/05/2008 - 15h29

Dilma defende divulgação de gastos sigilosos de ex-presidentes da República

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defendeu nesta quarta-feira em depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado que os gastos sigilosos de ex-presidentes da República com cartões corporativos sejam divulgados publicamente. Dilma disse não ver "nenhum problema" na revelação dos gastos depois que o presidente deixa o poder, uma vez que as informações são mantidas em sigilo somente para preservar a segurança do chefe de Estado.

"Eu não vejo nenhum problema em divulgação, em determinado momento, dos dados que antes são considerados sigilosos. Acho que vai ser aprimoramento nosso procurar divulgá-los. Isso é questão do Gabinete de Segurança Institucional, mas defendo que com a passagem do tempo, ao não comprometer mais a segurança, eles sejam divulgados", afirmou.

O fim do sigilo de gastos de ex-presidentes é uma das propostas em análise pela CPI dos Cartões Corporativos do Congresso. Segundo a ministra, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se colocou à disposição para abrir o sigilo de seus gastos quando deixar o governo. "O presidente Lula disse que, quando terminar o seu mandato, ele vai abrir os seus gastos."

Dilma disse que o sigilo, porém, não impede que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue os gastos mesmo no período em que não podem ser revelados publicamente. "Todos os gastos são auditados. O fato de alguns gastos serem sigilosos não significa que não são auditados", afirmou.

No depoimento, Dilma reiterou que o governo não montou dossiê com gastos da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas sim um "banco de dados" com o objetivo de fazer um levantamento das despesas. A ministra disse que o "banco de dados" já cresceu desde que a Folha publicou trechos do seu conteúdo.

"Na época da divulgação dos fragmentos pela Folha e pela revista 'Veja', nós já tínhamos 13 mil lançamentos. Hoje, tem mais de 20 mil no período em questão [no banco de dados]. Quando a gente fala que fez banco de dados, não é discussão sobre nomes ou palavras. É algo diferente do que qualquer outro recurso", enfatizou.

Defesa

Dilma saiu em defesa da ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que deixou o governo depois das acusações de gastos irregulares com o cartão corporativo. A ministra pediu afastamento do governo depois de realizar compras em free shops e alugar carros com o cartão de compras.

"A Matilde pediu afastamento, não foi o governo que a afastou. Os gastos da ministra Matilde não têm grandes discrepâncias. Até porque todos os gastos de transportes de ministros, nos períodos até o final de 2005, foram objeto de contratação por suprimento de fundos. Só a partir de 2005 nós modificamos esse critério", afirmou.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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