Na semana do Dia das Mães, senador entrega presente a Dilma por PAC
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) aproveitou nesta quarta-feira a presença da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para entregar um presente à ministra às vésperas do Dia das Mães --uma vez que Dilma foi intitulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "mãe do PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento).
Salgado arrancou sorrisos de Dilma ao entregar o "mimo" à senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que repassou o presente à ministra. Ele fez mistério sobre o presente, mas comprou para Dilma um colar de ouro branco com um pingente no formato do mapa do Brasil dentro de uma caixa preta.
A oposição questionou o gesto do peemedebista ao lembrar que ministros não podem receber presentes em valores acima de R$ 100 --como previsto pelo código de conduta da alta administração federal.
"Só a caixa do colar chega a esse valor", ironizou o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Bem-humorada, Dilma abriu um sorriso depois das palavras de Salgado, mas não chegou a agradecer oficialmente o presente --já que só tem direito a palavra depois que um grupo de parlamentares encerra o bloco de perguntas dirigidas à ministra.
Salgado disse que o presente custa menos de R$ 2.000, por isso vai encontrar um solução jurídica para que possa dar o colar à ministra. Ele afirmou que o presente é uma peça adquirida em seu Estado, Minas Gerais.
Gentilezas
Depois do "incidente" no início do depoimento envolvendo Dilma e o senador José Agripino Maia (DEM-RN) --que recorreu ao período da ditadura militar para cobrar que Dilma falasse a verdade no depoimento-- a oposição cumpriu a promessa de usar da gentileza nos questionamentos à ministra.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi um dos poucos a endurecer o tom nas perguntas direcionadas à ministra. Virgílio listou oito versões que teriam sido divulgadas pelo governo para justificar a montagem do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Ao mencionar o embate entre Dilma e Agripino, Virgílio disse ser solidário "ao que a ministra passou" no período da ditadura militar, mas ressaltou que tem a "obrigação" de questioná-la na defesa da democracia.
Ao citar uma entrevista concedida pela própria ministra, Agripino disse que ela admitiu que "mentiu muito" durante a ditadura militar para escapar de torturas. O senador fez um apelo para que ela, no depoimento, fale "toda a verdade" no que diz respeito à montagem do dossiê.
Emocionada, Dilma respondeu de forma enfática à comparação de Agripino lembrando que mentiu na ditadura para salvar a sua vida e de outros militantes. "Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador", enfatizou.
Dilma disse que "não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte".
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Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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