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Brasil
07/05/2008 - 20h14

Ex-marido de Dilma chama Agripino de "grosseiro" por insinuar que a ministra poderia mentir

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ex-marido da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Araújo, reagiu nesta quarta-feira com indignação à insinuação do senador José Agripino Maia (DEM-RN) de que ela poderia mentir porque já o fez para escapar de torturas físicas na ditadura militar. Em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS), o advogado trabalhista acusou o democrata de ser "grosseiro" e sugeriu que os ataques fossem feitos ao PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).

"Foi uma grosseria do [senador José] Agripino [Maia]. É uma grosseria que não tem cabimento", reagiu Araújo, que raramente concede entrevistas sobre o período em que ele a e ex-mulher foram torturados pela ditadura militar. "Ataquem ela [Dilma], ataquem o governo e o PAC. Mas atacar isso aí, é uma coisa que a gente fica triste de ouvir."

Araújo contou que ficou uma temporada preso ao lado de Dilma no período militar. Confirmou que sofreu torturas físicas, assim como a ministra. "Já passei por isso e muito mais coisas e sou feliz, ao contrário de muitos companheiros que morreram", disse ele.

Logo no começo do depoimento da ministra à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, Agripino citou uma entrevista da ministra na qual ela reconhece que mentiu durante a ditadura militar para escapar de torturas físicas. Agripino disse que a mentira se justificava, na época, uma vez que o país vivia um regime de exceção. Mas comparou a confecção do dossiê com as práticas da ditadura e fez um apelo para que Dilma esclareça os fatos.

"Eu tenho medo de estarmos voltando ao regime de exceção. O Estado policialesco permite o Estado de exceção. O dossiê, na minha opinião e de muitos brasileiros, é o retorno do regime de exceção para encostar algumas pessoas na parede, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth Cardoso. Com todo o respeito, eu gostaria que dessa reunião resultasse o esclarecimento definitivo", afirmou Agripino.

Emocionada, Dilma reagiu aos comentários de Agripino. "Não é possível supor que se dialogue no choque elétrico, no pau de arara, não há possibilidade de um diálogo civilizado, qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira, só pode partir de quem não dá valor à democracia", afirmou ela, com a voz embargada.

Comentários dos leitores
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
Certo...então na manchete é dossiê, mas a reportagem fala de "suposto" dossiê...por essas manchetes é que a imprensa vai destruindo sua credibilidade. sem opinião
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Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Texto no corpo da Folha.
"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
1 opinião
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Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Agora vamos ter que aturar o cousuismo de um capacho no TCU. Se antes eles já faziam pouco em verificar as contas e aceitar todas as explicações dadas para explicar o que era inexplicável. Agora com essa nava aquisição nem de explicação irão necessitar.
Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
sem opinião
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