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Sem-terra invadem sede da Funai em Dourados (MS)
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RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Campo Grande
Trabalhadores rurais ligados à FAF (Federação da Agricultura Familiar) invadiram na manhã de hoje a sede da superintendência da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados (230 km de Campo Grande, MS) para exigir que o órgão ateste que uma área prevista para a reforma agrária não é indígena.
Até a conclusão desta reportagem, às 21h, os cerca de 70 manifestantes continuavam no prédio, mas, segundo a Funai, já haviam se comprometido a desocupá-lo ainda no final da noite. "Conseguimos articular uma reunião para discutir o caso", disse a superintendente da Funai, Margarida Ricoletti.
A invasão está relacionada ao processo de aquisição, pelo Incra, da fazenda Cachoeira, localizada no município de Tacuru, no extremo-sul do Estado. Com 5.092 hectares, a propriedade já estava sendo encaminhada desde 2005 para a reforma agrária, com 300 famílias selecionadas e cadastradas.
"Foi quando surgiu o questionamento de que poderia se tratar de uma área indígena e tudo parou", disse o coordenador estadual da FAF, Paulo César Farias, que contesta a informação. "Nem os próprios índios reclamam aquelas terras, só a Funai de Brasília".
Segundo ele, a mobilização de hoje tem o objetivo de forçar a Funai a reconhecer, em documento oficial, que a fazenda não abriga terras indígenas. "Trata-se de um documento administrativo simples, que o Incra necessita para dar continuidade ao processo de compra", afirmou Farias.
A superintendente da Funai diz que apenas parte das terras da fazenda se sobrepõe a territórios tradicionais das etnias guarani e caiuá. "'É uma local que eles chamam de pekoha. Os índios têm terras próximas e manifestaram o desejo de recuperar aquele território".
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A ambição por terras e o melhor negócio que existe, não precisa plantar nas terras é consegui-las, sendo esse o principal objetivos dos índios e dos fazendeiros, depois vem o negocio para quem trabalha é honesto e desenvolve a terra.
Para esse vai sobrar a oportunidade de arrendar essas terras, comprar essa terras de Índios e Fazendeiros e outros oportunistas e tirar o lucro que a terra pode propiciar.
Interessante ninguem fala que os sem terra daquela região que estão lá a mais de 20 anos estão produzindo, tantas toneladas de Arroz, de Soja de feijão, de milho.
Ninguem fala isso que os Índios tambem estão produzindo o mesmo nas terras que ganharão de presente da União, ninguem fala nada e todos querem as terras os objetivos são divernos!
O primeiro ojjetivo e os bons emprestimos do governo Federal com os Bancos Publicos, já estão por lá o BNDES, e a CEF.
Bem todos querem o principal o cerne sem precisarem trabalhar, depois da valorização vai vir o negocio e o dinheiro da vendo ou do Arrendamento e é claro vai ter uma lei que vai aprovar que os Índios possam vender parte das suas reservas que os assentados do MST, tambem possam vender e assim vai indo.
Apareceu esses dias na TV que assentados a mais de dois anos não conseguiam produzir nada e olhem que tem o MST por traz de tudo.
Muitos já venderam os lotes.
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