Brasil
08/05/2008 - 11h54

CPT vai recorrer da absolvição de Bida e ameaça denunciar país à OEA por impunidade

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da Folha Online

A CPT (Comissão Pastoral da Terra) vai recorrer da decisão do Tribunal do Júri de Belém, que absolveu na terça-feira (8) o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, da acusação de ser o mandante do assassinato da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. O recurso será apresentado com o MPE-PA (Ministério Público Estadual) do Pará.

O coordenador da CPT, José Batista Afonso, informou que a entidade trabalha em três frentes para tentar reverter a absolvição de Bida. "Na parte técnica-jurídica, vamos recorrer da decisão junto com o Ministério Público. Numa outra linha, já estamos acionando uma rede internacional de contatos com entidades de direitos humanos para pressionar a Justiça do Pará a julgar logo o recurso", afirmou Afonso por telefone para a Folha Online.

Segundo ele, a CPT avalia ainda a possibilidade de denunciar o governo brasileiro à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização de Estados Americanos) pela situação de impunidade com as vítimas de conflitos agrários. "Só no Pará, contabilizamos 800 mortos. E nenhum mandante está atrás das grades. Existe uma situação de impunidade que não inibe a prática desse tipo de crime", disse Afonso.

O julgamento de anteontem foi o segundo de Bida. No primeiro, em maio de 2007, ele foi condenado a 30 anos de prisão. Como a pena ultrapassou 20 anos de prisão, ele teve direito a um novo júri popular.

Caso Dorothy

Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ela foi morta aos 73 anos com seis tiros quando se dirigia a uma reunião com agricultores no interior de Anapu. Ela era americana naturalizada brasileira e atuava havia 40 anos na organização de trabalhadores no Pará.

De acordo com a Promotoria, a morte dela foi encomendada porque a missionária defendia a criação de assentamentos para sem-terra na região, o que desagrava fazendeiros.

Sua morte foi encomendada por fazendeiros pelo valor de R$ 50 mil, segundo as investigações da polícia.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (668) 27/11/2009 09h05
Cassio Tavares (668) 27/11/2009 09h05
Uma nova revista em breve estará circulando na imprensa brasileira. Ah, o nome da revista : IN-VEJA. sem opinião
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Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
O MST é um movimento com atitudes criminosas e deveriam ser tratados como tal. Não podemos concordar com este movimento, que não passa de um modelo de crime organizado. 3 opiniões
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O Pacificador (204) 19/11/2009 20h18
O Pacificador (204) 19/11/2009 20h18
O MST é claramente um movimnto de guerrilha do campo.
Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
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