Brasil
08/05/2008 - 15h46

Decreto para garantir presença das Forças Armadas em reserva foi assinado, diz Jobim

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assinou um decreto que determina a instalação de unidades das Forças Armadas dentro de terras indígenas situadas em áreas de fronteira, o que incluiu a reserva indígena Raposa/Serra do Sol, segundo o ministro Nelson Jobim (Defesa) nesta quinta-feira.

Jobim disse que o decreto, ainda não publicado, faz parte de um plano estratégico da presença das Forças Armadas em todas as fronteiras e é uma reação a manifestações contrárias à presença de militares em terras indígenas.

Ontem, Lula comunicou a Jobim e ao ministro Tarso Genro (Justiça) a decisão de aumentar o número de unidades militares nas áreas de fronteira da Amazônia, por onde, segundo o ministro da Defesa, o plano deverá começar a ser implementado.

O projeto, que será feito pelo Ministério da Defesa e pelas três Forças Armadas, tem um prazo de 90 dias para ficar pronto, mas a sua execução depende do aporte de recursos, segundo o ministro da Defesa.

A reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, está incluída no plano, segundo o ministro, que afirmou ainda acreditar que os conflitos na reserva estejam resolvidos "dentro de 30 a 40 dias".

O ministro disse que o decreto que determina a presença permanente das Forças Armadas em terras indígenas nas fronteiras foi feito "após manifestações públicas de que as Forças não poderiam estar dentro de terras indígenas".

"A terra indígena é de propriedade da União. Não há nação indígena, há brasileiros que são indígenas", declarou, em cerimônia para celebrar os 63 anos da vitória dos Aliados da 2ª Guerra Mundial, na manhã desta quinta-feira, no Rio.

Sobre a possibilidade de a ONU (Organização das Nações Unidas) intervir no conflito da reserva Raposa/Serra do Sol --depois de o CIR (Conselho Indígena de Roraima) pedir à entidade proteção à vida de lideranças indígenas da reserva--, Jobim disse que "o que vale [para a reserva] é a Constituição brasileira".

Comentários dos leitores
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. sem opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 1 opinião
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Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Se o Estado falha em comparecer e dar proteção a estes silvícolas acho, em minha opinião, que eles tem todo direito de se organizarem e de se protegerem.
E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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