Entenda o caso do dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente FHC
da Folha Online
A oposição acusa o governo de montar um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo, de acordo com parlamentares da oposição, seria constranger e intimidar a oposição na CPI dos Cartões, criada para investigar possíveis irregularidades no uso dos cartões corporativos do governo federal.
O dossiê, de acordo com reportagem da Folha, foi montado pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da ministra Dilma Rousseff.
A reportagem informa que o dossiê começou a ser montado quando corriam as negociações no Congresso para investigar gastos com cartões corporativos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O banco de dados montado a pedido de Erenice é paralelo ao Suprim, o sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo. O dossiê registra detalhes, fora da ordem cronológica, de diversos gastos, com ênfase nos feitos pela ex-primeira-dama Ruth e naqueles que envolvem bebidas e itens como lixas de unha.
Dilma negou a existência do dossiê e admitiu que a Casa Civil reuniu informações sobre as despesas com cartões corporativos do presidente Lula e de FHC, pois os dados seriam enviados para o TCU (Tribunal de Contas da União) e à CPI dos Cartões --caso a comissão solicitasse.
"Não há dossiê, o que há, o que existe e está à disposição da própria CPI [dos Cartões Corporativos] são dados, todos os dados, relativos ao período de cartões corporativos e suprimentos de fundos. (...) O banco de dados não tem nada demais. O TCU fez uma reclamação criticando a metodologia da Casa Civil e do governo, pediu para a gente tornar mais transparente e moderno. Qual a forma de fazer isso? É por meio da informática", disse.
Na ocasião, a ministra afirmou que crime era o vazamento das informações sigilosas, e não a confecção do dossiê. Ela também atribuiu a um "espião de crachá desconhecido" a responsabilidade pelo vazamento.
Logo em seguida, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o vazamento do dossiê. Depois do inquérito, o ministro Tarso Genro (Justiça) defendeu em diversas ocasiões a montagem de dossiês para fins políticos e afirmou que crime era vazar informações sigilosas.
Reportagem de Leonardo Souza, da Folha, informa que a Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram o secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires, como o vazador do dossiê. As duas investigações descobriram que houve uma troca de e-mails entre José Aparecido e o servidor do Senado André Fernandes, assessor do tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).
Aparecido é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor de Dilma.
Segundo a Folha apurou, tanto a PF como a sindicância interna têm provas de que foi anexada em uma dessas mensagens, datada de 20 de fevereiro, a planilha em Excel de 28 páginas com gastos editados e comentados de FHC, Ruth Cardoso e ex-ministros.
Na semana anterior ao vazamento, havia sido iniciada a montagem do dossiê por ordem de Erenice.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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