Brasil
09/05/2008 - 11h10

PF tem mais provas com referência a "PA" no caso BNDES

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da Folha Online

As iniciais "PA", que surgiram em interceptações telefônicas e foram entendidas pela Polícia Federal como referência ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, também aparecem numa tabela apreendida no escritório do consultor Marcos Vieira Mantovani em São Paulo, informa nesta sexta-feira reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

Segundo a reportagem, a inscrição "PA/GA" foi grafada ao lado de um pagamento de R$ 82.162,93.

A Folha informa que, a tabela, de acordo com um "relatório circunstanciado de análise de provas obtidas" da Operação Santa Tereza, desencadeada há duas semanas pela PF, contém "uma suposta divisão de liberação [de recursos], com os seguintes escritos: "VL Liberação", "PR 50% 164.325,86", "RT 25% 82.162,93" e "PA/GA 25% 82.162,93".

De acordo com o inquérito da PF, os integrantes da suposta quadrilha teriam recebido R$ 2 milhões após liberações que integram três financiamentos recentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) --dois para as Lojas Marisa e um para a Prefeitura de Praia Grande.

O advogado Antônio Rosella, que defende Paulinho, afirmou à Folha que o parlamentar "não tem nenhuma relação com os fatos" investigados, incluindo a tabela com suposta divisão de recebimentos apreendida no escritório do consultor Marcos Mantovani.

"Ele [Paulinho] não tem participação com atos de terceiros. Ele tem sua atividade parlamentar sem nenhum tipo de participação nos fatos [descritos pela PF]", disse. O advogado afirmou ainda que Paulinho "já abriu seus sigilos bancário, fiscal, telefônico" por meio de um ofício que teria sido protocolado na Procuradoria Geral da República, em Brasília.

A íntegra da reportagem está na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

 

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