CPI dos Cartões se reúne para votar convocação de funcionário da Casa Civil na terça-feira
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A CPI dos Cartões Corporativos vai se reunir na próxima terça-feira para colocar em votação os requerimentos de convocação do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, e do assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes. Aparecido é apontado como vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, enquanto Fernandes teria trocado e-mails com o secretário para receber o dossiê.
A presidente da CPI dos Cartões, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse à Folha Online que vai encaminhar nesta sexta-feira aos integrantes da comissão a convocação para a reunião de terça-feira --quando serão votados os requerimentos. "Os dois requerimentos já haviam sido apresentados à CPI. Pretendo na terça-feira colocá-los em votação, depois de ouvirmos o depoimento do reitor da Unifesp [Ulysses Fagundes Neto]", explicou.
Serrano não quis adiantar se pretende também colocar em votação requerimento de convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para explicar o dossiê à CPI. A senadora reconheceu, porém, que a versão apresentada por Dilma ao Senado esta semana de que não houve dossiê acabou derrubada após a revelação do envolvimento de Aparecido.
"A ministra disse que não havia dossiê e agora temos até a pessoa responsável, que não é da oposição, e sim da situação. Agora não tem mais como a ministra dizer que não houve dossiê", afirmou.
O deputado Vic Pires (DEM-PA) prometeu apresentar na semana que vem novo requerimento de convocação da Dilma na CPI. Já o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) também disse que vai apresentar outro requerimento de convocação da ministra para que ela fale 'exclusivamente sobre o dossiê' na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) defendeu a nova convocação para que Dilma explique o vazamento de informações da Casa Civil. "Eu acho que o depoimento mais importante seria o da ministra Dilma para confirmar o que foi dito. A tese de que não havia nenhum dossiê caiu, nós temos que ir aos fatos", disse.
Para o senador João Pedro (PT-AM), Dilma não "agiu de má fé" ao negar a existência do dossiê durante depoimento no Senado. "A ministra não mentiu, é má fé da oposição. Em setembro de 2005, a ministra respondeu um requerimento do senador Arthur Virgílio dizendo dos bancos de dados que a Casa Civil estava elaborando. Desde 2005 o Senado sabia da existência do banco de dados", afirmou.
Vazamento
Reportagem publicada pela Folha nesta sexta-feira afirma que a Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram Aparecido como o vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente FHC.
As investigações detectaram troca de e-mails entre José Aparecido e o assessor do senador Álvaro Dias. Aparecido foi o único dos cinco secretários e diretores da Casa Civil a ter o computador apreendido pela sindicância aberta por Dilma Rousseff.
Os e-mails entre Aparecido e Fernandes --consultor concursado do Senado, lotado na segunda vice-presidência (cujo titular é Álvaro Dias)-- trazem conversas de natureza pessoal. Não fazem menção ao dossiê e ao levantamento das contas do governo tucano.
Mas, segundo a Folha apurou, a PF e a sindicância interna têm provas de que foi anexada a uma dessas mensagens, datada de 20 de fevereiro, a planilha em Excel de 27 páginas com gastos de FHC, Ruth Cardoso e ex-ministros. A planilha registrava uma semana do trabalho de levantamento de dados do governo tucano, iniciado em 11 de fevereiro.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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