Mulher de Paulinho da Força abre sigilo bancário de entidade suspeita de desvio
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online
A mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, Elza de Fátima Costa Pereira, afirmou nesta sexta-feira que vai abrir o sigilo bancário do projeto Meu Guri. A ONG, ligada à Força Sindical, é presidida por ela.
A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como o principal responsável por um esquema de desvio de verbas do BNDES desmantelado pela PF na Operação Santa Teresa. A ONG recebeu R$ 1,328 milhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Durante entrevista coletiva na sede da ONG, Elza assinou um documento em que abre o sigilo bancário do projeto. "Todo o investimento foi auditado pelo BNDES", afirmou. "O Meu Guri não tem nada a esconder."
Segundo o advogado da Força Sindical, Antônio Rosella, não houve ilegalidade na doação de Moura. Ele disse que o conselheiro doou à ONG um apartamento no bairro da Aclimação avaliado em R$ 100 mil.
O imóvel deveria ser vendido e o dinheiro investido na ONG. Mas como o conselheiro tinha "problemas com o nome dele", a instituição não conseguiu vender o apartamento, que acumulava cerca de R$ 40 mil reais em dívidas "com impostos e condomínio".
Rosella diz que a ONG devolveu o imóvel a Moura, que decidiu fazer um depósito na conta da entidade no valor de R$ 37,5 mil. O advogado não soube dizer se esse dinheiro teve origem ilegal. "O que o João Pedro fez eu não posso dizer por ele", afirmou.
Paulinho afirmou na mesma coletiva que Moura nunca foi seu assessor pessoal e que não o indicou para o conselho do BNDES. "Ele não era meu assessor. A empresa dele tem um contrato com a Força [Sindical] Estadual", disse.
Ele também negou que tenha indicado Moura para integrar o conselho do banco. "Quem indicou foi a Força Sindical, não eu".
Leia mais
- Corregedor vê denúncias graves contra Paulinho
- Corregedoria da Câmara vai investigar Paulinho por desvio em empréstimos do BNDES
- Procuradoria vê indícios de fraudes no BNDES envolvendo mais 10 prefeituras
- Chinaglia decide se denúncias contra Paulinho devem ser investigadas
- Direção da Força Sindical diz em nota que Paulinho é vítima de perseguição política
- Procurador diz que precisa analisar documentação sobre Paulinho para se manifestar
- Juiz pede que STF investigue Paulinho no escândalo do BNDES
Livraria
- Livro reúne balanço de bens de políticos
- Frederico Vasconcelos ensina como investigar governos, empresas e tribunais
- Livros abordam temas políticos, sociais e históricos e ajudam a entender o Brasil
Especial


avalie fechar
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
avalie fechar
avalie fechar