Paulinho da Força nega envolvimento em desvio de recursos do BNDES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online
O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, voltou a afirmar que não está envolvido no desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) e que a Polícia Federal apenas mencionou seu nome em relatório da Operação Santa Tereza, que investiga o caso. Ele também negou envolvimento com o conselheiro do banco estatal, João Pedro Moura --preso pela PF e apontado pela Procuradoria da República como o principal responsável pelo esquema de desvio de verbas.
Paulinho disse que não conhece o consultor Marcos Vieira Mantovani --outro suspeito de integrar o esquema-- e que sua relação com o coronel da Polícia Militar, Wilson de Barros Consani Júnior --também investigado--, era apenas profissional.
Durante entrevista coletiva na sede da ONG Meu Guri --ligada à Força e presidida pela mulher de Paulinho, Elza de Fátima Costa Pereira--, Paulinho disse que a PF apenas mencionou um "PA" e um "Paulinho" em seu relatório e colocou entre parênteses a informação de que poderia se tratar dele. "A polícia apenas supôs a minha participação", disse.
O deputado disse que não é amigo de Moura e que ele sequer foi seu assessor pessoal. "Ele não era meu assessor. A empresa dele tem um contrato com a Força [Sindical] Estadual", disse.
Ele também negou que tenha indicado Moura para integrar o conselho do BNDES e disse que, independentemente disso, ele não teria influência para liberar recursos do banco estatal. "Quem indicou é a Força Sindical, não eu. Eu só assinei a indicação", disse. "João Pedro era apenas um dos conselheiros. Um conselheiro não consegue liberar dinheiro".
Perguntado por que Moura foi visto em seu gabinete, ele disse que "ele freqüentava o gabinete de muita gente".
Apesar de negar proximidade com Moura, a ONG presidida por Elza recebeu uma doação do conselheiro de R$ 37,5 mil. Segundo o advogado da Força, Antônio Rosella, não houve ilegalidade na doação.
Paulinho também afirmou que não conhece o consultor Marcos Vieira Mantovani. Segundo reportagem da Folha, as mesmas iniciais "PA" que surgiram em interceptações telefônicas e foram entendidas pela PF como referência Paulinho aparecem em uma tabela apreendida no escritório do consultor em São Paulo.
A tabela contém "uma suposta divisão de liberação [de recursos], com os seguintes escritos: "VL Liberação", "PR 50% 164.325,86", 'RT 25% 82.162,93" e "PA/GA 25% 82.162,93".
De acordo com o inquérito da PF, os integrantes da suposta quadrilha teriam recebido R$ 2 milhões após liberações que integram três financiamentos recentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) --dois para as Lojas Marisa e um para a Prefeitura de Praia Grande.
O deputado disse também que sua relação com o coronel Consani se restringiram aos preparativos para a festa da Força Sindical no dia 1º de Maio. Segundo reportagem de "O Estado de S. Paulo", Consani se referiu a Paulinho como "chefe maior" do esquema.
"Minha relação com o Coronel Consani é que ele era contratado para dar segurança no 1º de Maio. Eu costumo falar com ele por telefone no período que antecede a festa".
Para se defender das acusações, Paulinho lembrou que já colocou seu sigilo fiscal, telefônico e bancário à disposição da Justiça. Ele afirmou que seu envolvimento no caso está sendo explorado por quem está insatisfeito com sua atuação na Câmara dos Deputados em favor dos trabalhadores. "É uma grande articulação contra os trabalhadores", disse.
Ele não soube, no entanto, dizer quem estaria por trás dessa "articulação", mas afirmou que as "grandes forças econômicas" estão insatisfeitas com suas propostas de reduzir a jornada de trabalho e dar estabilidade aos trabalhadores da iniciativa privada.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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