Brasil
09/05/2008 - 20h54

Garimpeiro de Serra Pelada é assassinado com 13 tiros

SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha

O ex-presidente da Comigasp (Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada) Josimar Elízio Oliveira foi morto na noite de quarta-feira com 13 tiros quando chegava a sua casa, em Marabá.

Testemunhas relataram à polícia que um homem na garupa de uma moto fez os disparos contra Oliveira. Uma equipe da Divisão de Investigações e Operações Especiais de Belém foi para Marabá para investigar o crime. Até a tarde de ontem, ninguém havia sido preso.

Hoje pela manhã, cerca de 70 integrantes do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração) invadiram por duas horas a Ferrovia Carajás, que pertence à Vale, para fazer um protesto contra a morte do garimpeiro.

O trem já havia passado quando ocorreu a manifestação, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança. A Polícia Militar ficou de prontidão, mas não chegou a ser acionados pois os garimpeiros deixaram a ferrovia.

Em abril, o MTM, junto com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), já havia invadido a ferrovia, em Parauapebas, e impedido a passagem do trem.

Suspeita

Segundo a Polícia Civil, Oliveira tinha uma disputa interna com a atual direção da cooperativa e havia obtido uma liminar para ser reintegrado na presidência da cooperativa.

O vice-presidente da Comigasp, Assis Coelho de Magalhães, rebateu a suspeita de que a direção da cooperativa esteja envolvida na morte de Oliveira, mas confirmou que Oliveira fazia oposição à gestão atual.

"Alguém falou para acusar a cooperativa [pela morte], mas não é verdade. A vida toda Josimar cultivou inimigos e desde que assumimos temos enfrentado situações difíceis, mas não houve derramamento de sangue", disse Magalhães.

 

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