Corpo de ex-senador Artur da Távola será velado na Assembléia Legislativa do Rio
da Folha Online
O corpo do jornalista e ex-senador Artur da Távola (PSDB-RJ) será velado no saguão Getúlio Vargas no palácio Tiradentes, sede da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado), a partir das 9h deste sábado (10). Távola morreu nesta sexta-feira aos 72 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento. Ele sofria de problemas cardíacos desde agosto do ano passado, quando esteve internado por longo período.
O corpo do jornalista passará a noite no apartamento em que morava no Leblon, zona sul da cidade. O velório deve acabar por volta das 15h, quando o corpo partirá para o cemitério São João Batista no bairro do Botafogo, também na zona sul. O enterro está marcado para as 16h.
Ele iniciou sua carreira política em 1960. Foi deputado estadual do PTN pelo antigo Estado da Guanabara. Dois anos depois se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Cassado pelo regime militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. No retorno ao Brasil, assumiu o pseudônimo de Artur da Távola (seu nome verdadeiro era Paulo Alberto Monteiro de Barros).
Foi um dos fundadores do PSDB, onde exerceu mandatos de deputado federal até 1995, e de senador (1995-2003). Em 2001, ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura do Rio. Em 1988, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Ele era o atual diretor da Rádio Roquette Pinto, do governo do Estado
Ele fazia o programa "Quem tem medo de música clássica", para a TV Senado. Também escrevia crônicas para o jornal "O Dia". O jornalista também teve programas na Rádio MEC e na TV Cultura.
PSDB lamenta
Em nota oficial, o PSDB lamentou a morte do ex-senador. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse que Artur da Távola era um dos "grandes homens públicos do seu tempo".
"Artur da Távola foi para a minha geração uma grande referência. Fui seu colega na Constituinte, e ele era dos formuladores, dos políticos brasileiros mais consistentes", disse Aécio. "Fica aí uma lacuna muito grande, mas ficam, sobretudo, os seus exemplos e a capacidade que ele teve de conciliar uma militância política muito efetiva com uma densa e profunda atividade cultural. Então ele era um homem público diferenciado e por isso a sua perda é maior ainda para todos nós".
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