Caso dossiê não tem importância e é um factóide, diz Dirceu
RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Campo Grande
O ex-ministro José Dirceu chamou de "factóide" a polêmica sobre o dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A afirmação foi feita hoje, em Campo Grande (MS), após sua participação como palestrante em um encontro estadual do PT.
"Eu considero esse assunto do dossiê um factóide. Isso não tem nenhuma importância para o Brasil. É zero. Primeiro, que nem se tem segurança jurídica de que os dados do presidente Fernando Henrique Cardoso eram sigilosos. Segundo, porque não está provado que se fez nenhum dossiê. E, em relação ao vazamento, têm de ser tomadas as devidas providências legais", afirmou.
Antes da entrevista, a assessoria de imprensa de Dirceu avisou que o ex-ministro não responderia a nenhuma pergunta sobre a Polícia Federal e uma sindicância interna da Casa Civil terem apontado José Aparecido Nunes Pires, secretário de Controle Interno, como o responsável pelo vazamento do dossiê. O funcionário assumiu o cargo por indicação do então ministro Dirceu.
A assessoria distribuiu aos jornalistas cópias impressas de um texto publicado no blog de Dirceu, no qual ele critica a cobertura "torpe e grosseira" dada ao episódio. "José Aparecido não é nem meu aliado nem meu ex-assessor e nem 'homem de Dirceu' como registrado em manchete de um jornal", diz ele em um trecho do texto.
Questionado, porém, o ex-ministro concordou em justificar os critérios que o levaram a escolher o funcionário --que é militante do PT. Segundo ele, pesaram a "história, a capacidade profissional e a competência" de José Aparecido.
"Ele era um técnico do TCU que tinha todas as credenciais para ocupar o cargo. O cargo é do sistema de controle interno, que é o que o TCU faz. O Brasil antes tinha esse cargo em todos os ministérios, infelizmente hoje não mais. Isso evitaria 90% dos problemas que surgem depois", disse ele.
Dirceu disse não acreditar que a revelação da identidade do vazador possa transferir da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para si algum desgaste relativo ao episódio. "Nem para Dilma nem para mim. Aliás, eu acho que não tem desgaste nenhum. Eu acho que o que a oposição fez tornou a ministra mais conhecida, ela ganhou mais apoio, é hoje unânime no PT e na sociedade", afirmou.
Sobre as perspectivas do partido para 2010, Dirceu previu que o PT, em aliança com o PMDB, fará o "futuro presidente". "O importante não é o nome ou partido, mas sim dar continuidade ao governo do presidente Lula e às políticas que ele implementou. De preferência, eu vou lutar para que o candidato seja do PT e acho que a Dilma é o melhor nome que nós temos. Isso não significa que não possamos apoiar o Ciro Gomes [PSB], de acordo com as circunstâncias."
Dirceu também falou sobre a possibilidade de um terceiro mandado para o presidente Lula. "Podia ser reeleito de novo, pois há apoio na sociedade para isso. Mas a opinião do partido e do presidente é clara: nós somos contrários ao terceiro mandato, ainda que eu considere legal e constitucional, além de legítimo, em função do apoio da sociedade", disse.
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Especial


Tal vez esteja ai a parcialidade destes "meios" que se encontram em nome de rua e pontes...
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Uruceres é uma corrutela goiana de 200 habitantes urbanos e 600 rurais. Tinha um Posto Telefônico. A telefonista prestava relevantes servicos integrando as comunidades urbana e rural transmitindo importante recados. Ganhava uns troquinhos nesse utílíssimo trabalho. No decorrer das Privatização o ministro das Comunicações, Mendonça de Barros, foi "grampeado" falando com alto assessor: "ESTAMOS NO LIMITE DA IRRESPONSABILIDADE E DA "M". Os governistas de FHC "sepultaram" a instalação do CPI da TELEFONIA. Voltando a Uruceres. Aprovada a privatização (privataria), o posto telefônico de Uruceres foi fechado e a telefonista substituída por orelhão. A comunidade ficou desintegrada. O mesmo, Sr. Franciso, ocorreu nas milhares de corrutelas país afora. Nas pequenas cidades, os funcionários foram todos demitidos. Nas metrópolis, a mesma coisa. As concessionárias, que demitiram mais de um milhão de pessoas, contrararam umas 500 operadoras (se tanto) e as distribuiram por umas dez capitais. Antes tínhamos de comprar a linha. Diferente do Sr., cuja linha custou 5 mil, a minha custou apenas mil reais. Mas, não pagavamos ASSINATURA!. Apenas o uso do aparelho. Quando a conta vinha errada, telefonávamos para a empresa e éramos atendidos em 3 minutos, no máximo. Fiquei com a linha em Brasília por uns dez anos. Vindo para Goiânia em 1999, a vendi por 800 reais. A pessoa que a comprou economizou até hoje 5 mil reais não pagando ASSINATURA... Eu temia SEGUE...
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O governo nunca negou que tivesse dados de FHc. E daí? Isso é ilegal? É de se indagar como um cidadão honesto se sentiria coagido por documentos que atestam sua idoneidade, mas nada disso interessa a quem compra a bazófia demo-tucana. Não espanta que o único a receber o tal "dossiê" e com participação direta no seu vazamento seja um senador tucano, tão preocupado em proteger sua fonte criminosa que sequer acionou a polícia para desvendar o caso. Se Dias tivesse alguma seriedade, o nome de Aparecido já teria "aparecido" há muito. E o pessoal ainda acha que o silêncio desse funcionário beneficia o governo! Por que não fazem uma acareação então? Aparecido contra Alvaro Dias? Ou melhor ainda, Dias contra Dilma? A ministra já mentiu pra salvar vidas; o senador não mente: ele sequer se lembra o que disse ou fez na semana passada. Quem vence?? Façam suas apostas!
A CPI que deveria investigar gastos de Lula e FHc passou a mirar em quem levanta as irregularidades! É mole? Ao final dos trabalhos, recomendarão que se proíba o levantamento da contabilidade dos membros do governo. E essa terá sido a maior contribuição da oposição ao futuro de nosso já combalido país.
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